Com média móvel em queda, Brasil registra 321 mortes por Covid-19 em 24 horas

Número de óbitos contabilizados costuma ser menor nos finais de semana, mas especialistas atribuem a queda de mortes ao avanço da vacinação no país

Mulher testando pessoa para o coronavírus em Washington D.C.
Mulher testando pessoa para o coronavírus em Washington D.C. Getty Images

João de Marida CNN

em São Paulo

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O Brasil registrou 321 mortes causadas pelo novo coronavírus, nas últimas 24 horas, de acordo com dados do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass). Com isso, a média móvel de óbitos dos últimos sete dias se manteve em queda, ficando em 765.

No mesmo período, foram 13.103 novos casos de Covid-19 contabilizados até esta segunda-feira (23).

Com a atualização dos números, o país passa a ter 574.848 óbitos e 20.583.994 pessoas infectadas pela doença desde o início da pandemia, em março de 2020.

Variante Delta e intervalo menor na vacinação

O número de óbitos contabilizados costuma ser menor nos finais de semana, mas especialistas atribuem a queda de mortes ao avanço da vacinação no país. No entanto, a variante Delta, que já circula por diversos estados brasileiros, preocupa autoridades de Saúde.

Um estudo conduzido por pesquisadores brasileiros sugere que a redução no intervalo da vacina da AstraZeneca pode trazer benefícios e mitigar os impactos da variante Delta no país. Segundo a pesquisa, publicada na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS), o intervalo entre as duas doses da vacina precisa ser menor que 12 semanas para o controle efetivo da pandemia.

Os resultados são processados pelo modelo computacional com a utilização de algoritmos que consideram estudos sobre a eficácia do imunizante contra a variante Delta, a internação em leitos de terapia intensiva e a adoção do distanciamento social. Para vacinas com eficácia da primeira dose igual ou abaixo de 50% no bloqueio da infecção, o estudo sugere um intervalo de 8 semanas. Já para os imunizantes que contam com uma eficácia igual ou superior a 70% para a redução de casos graves e hospitalizações com a aplicação da primeira dose, o prazo entre as duas doses pode ser estendido para 12 semanas.

Segundo o estudo, a decisão sobre o espaçamento entre as doses deve considerar questões como a proteção induzida por apenas uma dose, a quantidade de vacinas disponíveis e a circulação de linhagens mais contagiosas da Covid-19. A metodologia pode ser aplicada em diferentes países, considerando distintos contextos epidemiológicos.

Painel da Vacina

Até a semana passada, mais de 55% das pessoas de todas as idades no Brasil já haviam recebido a primeira dose de algum imunizante contra a Covid-19. No caso específico da vacinação com a primeira dose em adultos acima de 18 anos, o número já era de 75%. Mas o total da população adulta que recebeu a segunda dose ou a vacina de dose única (Janssen) – e, portanto, está completamente imunizada contra o novo coronavírus – ainda era de pouco mais de 33%.

Nesta segunda-feira (23), o Brasil passou para o 66º lugar no ranking global de aplicação de doses da vacina contra Covid-19 na relação a cada 100 habitantes. O país já esteve na 56ª posição desse ranking, chegou a descer para 70º e, na última semana, esteve em 69º lugar.

Segundo os dados atualizados pela Agência CNN, o Brasil aparece com 84,07 doses aplicadas a cada 100 habitantes. Entre os países que compõem o G20, grupo das 20 maiores economias do mundo, o país está em 12º.

(Com informações de Lucas Rocha)

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