Google alerta para o ataque de hackers contra organizações de saúde

Segundo a empresa americana, os ataques são apoiados por governos estrangeiros; OMS e aliadas recebem cerca de 18 milhões de mensagens maliciosas por dia

Reuters
22 de abril de 2020 às 16:54 | Atualizado 22 de abril de 2020 às 16:56

Segundo o Google, ataques são apoiados por "governos", mas países específicos não são mencionados; OMS e aliadas estão sendo atingidas por 18 milhões de mensagens maliciosas por dia

Foto: Reprodução/Google


Especialistas em segurança do Google identificaram mais de uma dúzia de grupos de hackers que estão se aproveitando da pandemia de COVID-19 para realizar tentativas de ataques com phishing e malware contra autoridades que gerenciam a crise causada pela doença. 

Segundo a investigação, os hackers, apoiados por governos, usavam sites e e-mails falsos, que pareciam ser enviados por organizações legítimas como bancos e multinacionais, para invadir as contas pessoais de funcionários de organizações de saúde. 

Esse sistema, chamado de phishing, era acompanhado por malwares, programas de computador maliciosos escondidos em mensagens eletrônicas para roubar dados em maior ou menor escala.

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Segundo comunicado do Google desta quarta-feira (22), o Threat Analysis Group observou hackers atacando órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS), para obter dados sigilosos sobre a pandemia. Apesar de mencionar o apoio de "governos" a ação, a nota não detalha quais são os países envolvidos. 

A OMS e suas aliadas regionais, no centro de um esforço global para conter o coronavírus, sofreram um bombardeio digital de cerca de 18 milhões de mensagens por dia contendo malware e phishing dentro de suas contas no Gmail, segundo informações da empresa de busca. 

"Uma campanha notável tentou direcionar contas pessoais de funcionários do governo dos EUA com iscas de phishing usando redes norte-americanas de fast food e mensagens sobre COVID-19", disse o Google em um post.

O Google disse que está trabalhando para identificar e prevenir ameaças, usando ferramentas de investigação internas, compartilhamento de informações com parceiros e policiais, além de pistas e informações de pesquisadores de terceiros.