EUA: autocompletar do Google deixará de exibir sugestões de endosso a partidos

Gigante de tecnologia anunciou mudanças no comportamento do recurso de preenchimento automático de seu buscador

Kaya Yurieff, da CNN
11 de setembro de 2020 às 09:21 | Atualizado 11 de setembro de 2020 às 09:27
Google mudará recurso que autocompleta buscas dos usuários para não mostrar sugestões sobre eleições nos EUA
Foto: Charles Platiau - 1.set.2020/ Reuters

O Google está fazendo alterações no preenchimento automático de suas sugestões de pesquisa antes da eleição presidencial dos Estados Unidos.

O recurso de preenchimento automático do buscador tenta prever o que alguém está procurando com base no que já foi digitado. O recurso é baseado em fatores como popularidade e o que outras pessoas já pesquisaram sobre a questão.

A gigante da tecnologia disse na quinta-feira (10) que removerá sugestões que poderiam ser vistas como endosso ou oposição a partidos políticos e candidatos.

Também eliminará previsões de preenchimento automático relacionadas a informações sobre a participação na eleição, como métodos de votação, requisitos ou a situação dos locais de votação. 

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Frases como "você pode votar por telefone" ou "você não pode votar por telefone" não devem mais aparecer no preenchimento automático, por exemplo.

No entanto, mesmo que essas frases não sejam preenchidas automaticamente, as pessoas ainda podem pesquisar o que quiserem e ver esses resultados no buscador.

A mudança ocorre em um momento em que Facebook, Twitter e outros gigantes da tecnologia tentam controlar a disseminação de desinformação antes das eleições de 3 de novembro.

"Queremos ser muito cuidadosos com o tipo de informação que destacamos no recurso de pesquisa. Dada a preocupação em relação às eleições e às informações eleitorais, queremos ser particularmente conservadores aqui", disse David Graff, diretor sênior global de política e normas do Google, em evento online com repórteres.

Graff afirmou que sugestões aparentemente inócuas podem sumir como resultado da mudança de política, mas que a empresa prefere errar por excesso de cautela. "Nós realmente queremos evitar que informações ruins apareçam em um recurso como o preenchimento automático", disse.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês)