Google vai barrar anúncios eleitorais após eleição americana

Gigantes digitais enfrentam forte pressão para interromperem a exibição de anúncios com informações mentirosas e que possam influenciar em resultados eleitorais

Ayanti Bera em Bangalore, Índia, e Elizabeth Culliford, da Reuters
25 de setembro de 2020 às 22:02
Google, Facebook e Twitter se movimetam sobre propaganda política em suas plataforas
Foto: Arnd Wiegmann -19.jul.2018/ Reuters

O Google vai impedir a exibição de anúncios eleitorais em suas plataformas depois da eleição norte-americana de 3 de novembro, afirmou uma porta-voz da companhia nesta sexta-feira (25).

A Axios, que divulgou a notícia inicialmente, afirmou que o Google enviou mensagens aos anunciantes para alertá-los que não vai exibir propagandas que "referendem candidatos, eleição ou seu resultado, dada a quantidade sem precedentes de votos que serão contados depois do dia da eleição neste ano".

Companhias de mídia social estão enfrentando crescente pressão para interromperem a exibição de anúncios com informações mentirosas e que possam influenciar nos resultados das eleições.

O Facebook também informou que vai parar de aceitar novos anúncios políticos na semana anterior à eleição e que vai rejeitar propagandas que busquem clamar vitória para algum lado antes da apuração oficial do resultado.

No ano passado, o Twitter proibiu a exibição de propaganda política em sua plataforma.