Twitter retoma antiga função de retuíte, modificada por causa da eleição nos EUA

Medida adotada em outubro para tentar diminuir disseminação de desinformação obrigava usuários do microblog a usar a função de citação em vez de retuitar

Reuters
17 de dezembro de 2020 às 10:09
Twitter voltou a permitir o retuíte de mensagens nesta semana; função havia sido modificada antes da eleição nos EUA
Foto: Reprodução/Twitter

O Twitter está revertendo as mudanças feitas em sua função de retuíte com o objetivo de conter a disseminação de desinformação durante a eleição presidencial dos EUA. A informação foi dada pela própria empresa.

Em outubro, o microblog tornou mais difícil para os usuários retuitarem uma mensagem com informações incorretas. No lugar da função de retuitar, o Twitter promoveu o uso de citações que incluíam comentários do usuário.

A rede social também impôs restrições, incluindo rotulagem e remoção de tuítes que falavam sobre interferência no processo eleitoral ou em seus resultados.

O Twitter disse que não oferecerá mais a opção de citar tuítes a partir do ícone de retuíte. "A funcionalidade de retuíte vai voltar a ser como era antes", disse a empresa em um comunicado na quarta-feira (16).

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Segundo a empresa, tuítes com citação em vez de retuítes tinham o objetivo de encorajar uma amplificação cuidadosa, mas isso não aconteceu na prática.

“O uso do botão Citação [Quote] aumentou, mas 45% deles incluíam afirmações de uma única palavra e 70% tinham menos de 25 caracteres”, disse.

“O aumento das citações também foi compensado por uma redução geral de 20% no compartilhamento tanto pelo botão de Retuíte como pelo Citar”.

Enquanto isso, o Facebook tem nos últimos dias revertido seu algoritmo que priorizou notícias de veículos de mídia conhecidos com fontes hiperpartidárias após a eleição de novembro, de acordo com uma reportagem do New York Times

O Facebook não respondeu a um pedido de entrevista da Reuters sobre esse tema. Segundo a reportagem, a implementação do algoritmo resultou em uma redução no tráfego para sites partidários como Breitbart e Occupy Democrats e um aumento para os principais veículos de notícias.