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    Brasil é o quarto país que mais tem senhas de órgãos públicos vazadas

    Levantamento feito por uma empresa de segurança da informação indicou o número de senhas de e-mails de órgãos públicos vazadas depois do vazamento de fevereiro

    Vazamento de dados
    Vazamento de dados Foto: Dado Ruvic/Reuters

    Raphael Coraccini, colaboração para a CNN

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     O Brasil é um dos países que mais tem exposto seus órgãos públicos ao vazamento de senhas e deixado os sistemas que contêm informações de milhões de brasileiros descobertos contra o ataque de criminosos que operam na internet.

    Um ranking organizado pela Syhunt, empresa de cibersegurança, aponta que o país ficou em quarto entre as nações que mais tiveram senhas de e-mails de órgãos vazados desde janeiro deste ano, quando começou a temporada de vazamentos em massa que chegou a expor os dados de 3,2 bilhões de senhas de e-mails de usuários de internet de todo o mundo.

    O chamado COMB21, como ficou conhecido o enorme compilado de dados de vazamento, tem 68.535 senhas de domínios “gov.br” e “jus.br”. O banco de dados publicado que começou a circular na dark web expõe senhas de e-mails de órgãos como Banco Central do Brasil, Polícia Militar de São Paulo, Supremo Tribunal Federal (STF), Câmara dos Deputados, Ministério dos Transportes, entre outros.

    Entre os países que mais sofreram com vazamentos de senhas de órgãos públicos estão Austrália, com mais de 136 mil senhas vazadas, Reino Unido, com 205 mil, e – liderando o ranking – os Estados Unidos, com uma massa de 625 mil senhas vazadas, colocando à exposição órgãos públicos até da NASA. Segundo Felipe Daragon, fundador da Syhunt, países como China e Rússia foram poupados porque os alfabetos locais serviram como uma proteção às senhas.

    Segundo Daragon, fundador da Syhunt, o vazamento de domínios relacionados a órgãos públicos é especialmente delicado porque um hacker pode ter acesso a informações sensíveis dos cidadãos. “Se, em algum momento, a senha de um funcionário é capturada por um hacker, a conta pode ser tomada e ele se faz passar pelo funcionário. Se o funcionário utiliza a mesma senha em outros serviços sem um fator adicional de proteção, o problema se torna ainda mais sério”, afirma o especialista.

    Em janeiro, quando foi identificado o primeiro vazamento, a Polícia Federal brasileira lançou a Operação Deepwater (Águas Profundas) para investigar os casos e chegou a prender suspeitos de roubarem e comercializarem os dados na rede. Mas Daragon alerta que as prisões não são suficientes para resolver o problema porque não evita mais vazamentos nem a utilização dos dados já roubados. “Somente uma resposta robusta e global, com atuação dos pesquisadores de segurança, poderá causar um impacto maior e diminuir a frequência e dimensão dos vazamentos”, alerta.

    Os 10 países com os maiores vazamentos de senhas de órgãos públicos 

    País/ Total de senhas expostas 

    Estados Unidos: 625.505

    Reino Unido: 205.099

    Austrália: 136.025

    Brasil: 68.535

    Canadá: 50.726

    África do Sul: 48.838

    México: 31.995

    França: 24.002

    China: 18.282

    Coreia do Sul: 17.560

    Fonte: Syhunt 

    10 órgãos públicos brasileiros com mais senhas vazadas

    Órgão público/ Total de senhas expostas

    Caixa Econômica: 2.197

    Fatec/SP: 2.035

    Secretaria de Educação de São Paulo: 1,665

    Prefeitura de Belo Horizonte: 1,008

    Prefeitura de Macaé (RJ): 1.004

    Banco Central do Brasil: 999

    Câmara dos Deputados: 985

    Previdência: 870

    Polícia Militar de São Paulo: 831

    Secretaria de Educação do Ceará: 805

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