Grécia reabrirá para turistas em 15 de junho


Elinda Labropoulou da CNN
21 de maio de 2020 às 11:28 | Atualizado 21 de maio de 2020 às 11:29
Santorini, na Grécia.

Santorini, um dos principais destinos da Grécia; o turismo é o principal motor da economia grega, representando quase 20% do produto interno bruto (PIB) do país e gera um em cada quatro empregos.

Foto: Pixabay

A Grécia antecipou sua reabertura. A partir de 15 de junho receberá turistas à medida que aumenta a pressão sobre os destinos europeus para reverter as restrições do novo coronavírus a fim de evitar o colapso econômico.
 
O primeiro-ministro grego, Kyriakos Mitsotakis, anunciou a nova data em um discurso nacional nesta quarta-feira (20), dizendo que apenas turistas de países com taxas aceitáveis de infecção pelo vírus seriam permitidos. Ele confirmou que a maioria dos voos para o país seria retomada em 1º de julho.

A Grécia sofreu menos de 170 mortes pela Covid-19 e registrou menos de 3.000 casos em dois meses após o início da pandemia. Mitsotakis disse que a resposta rápida e o sucesso do país em conter o vírus seria um "passaporte de segurança, credibilidade e saúde" para os visitantes.
 
"Vamos vencer a batalha econômica, assim como vencemos a da saúde", disse Mitsotakis, alertando que o impacto financeiro do novo coronavírus seria imenso.
 
Os turistas poderão entrar na Grécia sem a necessidade de fazer um teste da doença ou permanecer em quarentena. O ministro do Turismo, Haris Theoharis, disse que as autoridades de saúde farão testes no local quando necessário.
 
O governo disse que a capacidade de assistência médica será aumentada em destinos turísticos populares, com equipe médica e instalações aprimoradas, juntamente com um plano abrangente para o tratamento de possíveis infecções.
 
Reduções fiscais
 
O turismo é o principal motor da economia grega, representando quase 20% do produto interno bruto (PIB) do país e gera um em cada quatro empregos. Após sofrer uma década de problemas financeiros, a Grécia precisa desesperadamente restaurar sua principal fonte de renda.
 
Apesar do sucesso do país em conter o vírus, vários indicadores preveem que a Grécia deve enfrentar o maior impacto econômico na União Europeia (UE) como resultado do novo coronavírus por causa da sua dependência em relação ao turismo.
 
As autoridades gregas esperam agora amenizar o golpe econômico ao poder reabrir o setor vital do turismo mais cedo do que outros países da região, incluindo Itália e Espanha, que foram mais afetados pela pandemia.
 
No entanto, o primeiro-ministro da Itália, Giuseppe Conte, disse nesta quinta-feira (21) que abrirá suas fronteiras a todos os países da UE, sem quarentena obrigatória, em 3 de junho.

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As medidas anunciadas pelo governo grego são de longo prazo e sazonais, cobrindo os meses de verão que representam a maior parte da receita do turismo. Reduções fiscais para o setor de viagens e hospitalidade estão sendo introduzidas, enquanto os salários dos trabalhadores, nos setores de turismo, serviços de alimentação e industrial serão subsidiados por meio de mecanismos da UE.
 
Segundo o Ministério do Turismo grego, mais de 33 milhões de turistas visitaram o país no ano passado. As previsões para o verão no início de 2020 estavam indicando outro ano recorde.
 
Como parte do alívio gradual de um bloqueio de mais de dois meses, as praias foram reabertas no último fim de semana (16), enquanto a Acrópole de Atenas se abriu novamente aos visitantes nesta segunda-feira (18), junto de mais de 200 sítios arqueológicos.
 
Bares e restaurantes devem retomar as operações em 25 de maio - no mesmo dia em que a proibição de viajar para as ilhas gregas também será suspensa.