13 restaurantes, em SP, comandados por mulheres que você precisa conhecer

Da gastronomia japonesa à brasileira, conheça casas que mostram a força e o talento feminino e moldam a cena gastronômica da cidade

Tina Bini, do Viagem & Gastronomia
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Em uma cidade com a diversidade gastronômica de São Paulo, é impossível falar de boa mesa sem falar das mulheres que ajudam a moldar esse cenário. À frente de cozinhas criativas, salões cheios de personalidade e projetos que vão muito além do prato, elas imprimem visão, sensibilidade e técnica em restaurantes que se tornaram referência na cidade.

Ainda assim, basta olhar para as grandes premiações gastronômicas para perceber que elas seguem aparecendo menos do que deveriam. A presença feminina cresce, é verdade, mas ainda está longe de refletir a força e a quantidade de mulheres que hoje comandam cozinhas importantes pelo mundo e também por aqui.

De nomes consagrados que ajudaram a transformar a gastronomia brasileira nas últimas décadas a chefs que vêm redefinindo o jeito de cozinhar hoje, essas mulheres lideram casas que revelam estilos próprios. Há quem mergulhe nas raízes da culinária nacional, quem dialogue com tradições asiáticas, quem trabalhe ingredientes brasileiros sob um olhar contemporâneo e quem transforme memórias afetivas em pratos cheios de identidade.

O resultado é um roteiro potente e diverso que mostra como a gastronomia paulistana também é escrita por mãos femininas. E, se depender do talento que sai dessas cozinhas, a expectativa é vê-las cada vez mais presentes nas listas e premiações.

A seguir, 13 restaurantes em São Paulo comandados por mulheres que valem - e muito - a visita.

Bar da Dona Onça, chef Janaína Torres

Impossível falar de mulheres no comando da gastronomia sem citar Janaína Torres, sócia de cinco estabelecimentos no Centro de São Paulo. A chef acumula reconhecimentos importantes: foi eleita Ícone da América Latina pelo Latin America’s 50 Best Restaurants em 2020, Melhor Chef Mulher da América Latina em 2023 e Melhor Chef Mulher do Mundo em 2024 pelo The World’s 50 Best Restaurants.

Seu primeiro negócio, o Bar da Dona Onça, inaugurado em 2008 no Edifício Copan, ajudou a impulsionar a retomada gastronômica da região central. Entre os destaques da casa está o menu executivo “1, 2, feijão com arroz”, servido no almoço de segunda a sexta por R$ 69. A proposta valoriza o básico bem feito: arroz, feijão que muda diariamente, salada com verduras sazonais e opções como carne moída, omelete, peixe do dia, couve ou sobrecoxa de frango, além de farinha de mandioca quilombola, molho de pimenta artesanal e fruta fresca de sobremesa.

Mas o bar não vive só do executivo. A casa também serve uma das feijoadas mais disputadas da cidade, aos sábados, e uma coxinha memorável bem acompanhada de seus caipirinhas.

Bar da Dona Onça - Edifício Copan: Av. Ipiranga 200 – CJ 27 e 29. Centro - São Paulo (SP). CEP: 01046-925. Horário de funcionamento: de segunda a sábado, das 12h às 23h; domingo, das 12h às 17h. Tel: (11) 3257-2016.

Ak Deli, da chef Andrea Kaufmann

De volta ao Brasil após uma temporada de três anos em Portugal, onde trabalhou como personal chef, Andrea Kaufmann hoje está à frente da AK Deli. Inspirada nas delicatessens de Nova York, a loja é seu terceiro empreendimento gastronômico em São Paulo, na esteira de dois endereços que fizeram sucesso na cidade - a AK Delicatessen, que lhe rendeu prêmio de chef revelação pela Veja São Paulo, e o AK Vila, eleito melhor restaurante de comida variada.

Para Andrea, comer é um ato de prazer, atenção e devoção. Sua cozinha exalta as tradições judaicas com uma roupagem moderna, valorizando suas raízes, sua cultura e sua religião em pratos reconfortantes como o nhoque de berinjela defumada sobre cama de tahine e tomates salteados, os varenikes de batata doce com creme de haddock, amêndoas e dill e os famosos pastrami e salmão gravlax, feitos artesanalmente. A chef também passeia pelos sabores mediterrâneos e do Oriente Médio em algumas de suas receitas - mas, como cozinheira de mão cheia que é, também prepara de feijoada a paella nos eventos da AK Deli, oferecidos em diversos tamanhos e formatos.

AK Deli: Rua dos Macunis, 440 - Alto de Pinheiros, São Paulo - SP / Tel.: (11) 91923-4685 / Horário de funcionamento: terça a sábado, das 8h às 18h; domingo, das 8h às 16h.

Maní, da chef Helena Rizzo

Gaúcha de Porto Alegre, Helena Rizzo é uma das chefs mais influentes da gastronomia brasileira contemporânea. Depois de se mudar para São Paulo ainda jovem, passou por cozinhas importantes na cidade e decidiu se aprofundar na profissão na Europa, onde estagiou em restaurantes na Itália e trabalhou no celebrado El Celler de Can Roca, na Espanha.

De volta ao Brasil, abriu em 2006 o Maní, ao lado do chef Daniel Redondo. O restaurante rapidamente se tornou uma referência pela cozinha contemporânea que valoriza ingredientes brasileiros. Desde a chegada do guia Michelin ao país, em 2015, o Maní mantém uma estrela e também figura entre os destaques do ranking Latin America’s 50 Best Restaurants. A casa acabou de passar por uma reforma e oferece, além do menu degustação, pratos à la carte.

O Maní rendeu frutos e, hoje, o Grupo Maní possui ainda uma casa de eventos, a Casa Manioca; um restaurante mais casual, o Restaurante Manioca (com três unidades); e uma padaria, a Padoca do Maní (com três unidades), todos em São Paulo. No início de 2017, Daniel se desligou do Grupo Maní e Helena seguiu à frente das casas.

Helena acumula prêmios importantes: foi eleita Melhor Chef Mulher da América Latina em 2013 e Melhor Chef Mulher do Mundo em 2014 pelo The World’s 50 Best Restaurants. Hoje também é conhecida do grande público como jurada do MasterChef Brasil, além de já ter sido parte do júri internacional do reality show gastronômico The Final Table, da Netflix.

Maní: Rua Joaquim Antunes, 210, Jardim Paulistano / Tel.: (11) 3085-4148 / Funcionamento: terça a sexta, das 12h às 15h e das 19h30 às 19h30; sábado, das 13h às 16h e das 19h30 às 23h; e domingo, das 13h às 16h30 / Reservas via site.

Nelita, da chef Tássia Magalhães

Tássia Magalhães é reconhecida por sua dedicação, meticulosidade e apetite constante por conhecimento. Com mais de 16 anos de carreira, tornou-se uma das chefs mais respeitadas da nova geração e uma inspiração para muitas cozinheiras que passam por sua cozinha. Em 2025, foi eleita Best Female Chef da América Latina pelo Latin America’s 50 Best Restaurants, um dos reconhecimentos mais relevantes do continente. Antes disso, já havia recebido o New Talent Award 2024 da La Liste, distinção francesa que destaca profissionais promissores que estão a desenhar o futuro da gastronomia.

À frente do Nelita, em Pinheiros, aberto em 2021, Tássia conduz uma cozinha italiana autoral de fine dining, reinterpretada com técnicas contemporâneas e ingredientes brasileiros. O restaurante ocupa atualmente a 12ª posição no Latin America’s 50 Best Restaurants, consolidando-se como um dos endereços mais importantes da cidade. Nascida em Guaratinguetá e formada pelo Hotel Escola Senac Campos do Jordão, iniciou a carreira na confeitaria do Pomodori e, ainda jovem, passou por cozinhas de destaque na Europa, como o Geranium, Kadeau e Amass, experiências que ajudaram a moldar sua visão culinária. Hoje também é sócia do Mag Market, boulangerie artesanal no Itaim Bibi, e do Lita Wine Bar, além de outros projetos voltados a eventos e panificação.

Nelita: Rua Ferreira de Araújo, no 330, Pinheiros / Funcionamento: segunda a sexta-feira das 19h às 23h, e sábado, das 12h às 16h e das 19h às 23h. Não abre aos domingos / Reservas: (11) 99886-2384.

Tordesilhas, da chef Mara Salles

Uma das grandes embaixadoras da cozinha brasileira, Mara Salles é também um dos principais nomes e precursora da valorização da gastronomia nacional em São Paulo. Há 35 anos, mantém o Tordesilhas como um dos restaurantes mais respeitados da cidade, resultado de décadas de pesquisa sobre ingredientes, técnicas e tradições culinárias do país.

Entre os clássicos da casa está a feijoada servida aos sábados no almoço, uma das mais disputadas da cidade. A experiência começa com caldinho de feijão, linguicinha e torresmo e segue com a feijoada preparada com costelinha, linguiça, paio e carne-seca, acompanhada de arroz, farinha, couve, laranja e vinagrete. O prato costuma esgotar rapidamente, por isso é recomendável reservar.

Professora, pesquisadora e autora do livro Ambiências – Histórias e Receitas do Brasil, vencedor do Prêmio Jabuti, Mara transformou o Tordesilhas em uma verdadeira embaixada dos sabores do país.

Tordesilhas: Al. Tietê, 489, Jardins - São Paulo - SP - Brasil / Tel.: (11) 3107-7444 / Funcionamento: terça a sexta, das 19h às 23h30; sábado, das 12h às 17h e das 19h30 às 23h30; e domingos, das 12h às 17h.

Aizomê, da chef Telma Shimizu

À frente do Aizomê, a chef Telma Shimizu construiu uma das cozinhas japonesas mais respeitadas de São Paulo. Nascida na capital e criada no interior, ela deixou a faculdade de medicina para seguir um caminho mais criativo, passando primeiro pela moda até finalmente encontrar na gastronomia sua verdadeira vocação. Hoje comanda duas unidades do restaurante e o Aizomê Café, na Japan House, e acumula importantes reconhecimentos, como o título de Embaixadora para Difusão da Cultura e Culinária Japonesa, concedido pelo governo do Japão.

O nome Aizomê vem de uma técnica milenar de tingimento com índigo, referência ao tempo, à natureza e ao trabalho artesanal, valores que se refletem na cozinha delicada e autoral da chef. No endereço original, nos Jardins, o restaurante ocupa um discreto sobrado onde o menu equilibra receitas quentes e frias, sempre com forte respeito às estações e aos ingredientes de pequenos produtores. Há pratos à la carte, menu em etapas e também opções de omakase.

Já a unidade da Japan House apresenta uma proposta mais contemporânea e democrática, inspirada no conceito de ofukuru no aji, que remete ao sabor da comida caseira japonesa. Por lá, ganham destaque os settos servidos em bandejas completas, além de donburis, udon e combinados de sushi e sashimi. Em todos os endereços, a cozinha de Telma une técnica, sensibilidade e um profundo respeito pela tradição japonesa.

Aizomê Japan House: Av. Paulista, 52 – 2ª andar – Bela Vista / Reservas: (11) 2222-1176 / whats (11) 91296-4199 / Funcionamento: de terça a domingo, das 11h30 às 16h30.

Aizomê Jardins:  Al. Fernão Cardim, 39 - Jardim Paulista / Funcionamento: almoço de segunda a domingo, das 11h30 às 14h30 / jantar de segunda a sábado, das 18h às 22h / Reservas: (11) 2222-1176 / Whats (11) 94247-9315.

Clandestina, da chef Bel Coelho

Paulistana de ascendência portuguesa e italiana, Bel Coelho é uma das vozes mais ativas da gastronomia brasileira quando o assunto é biodiversidade e valorização dos ingredientes nativos. Formada pelo Culinary Institute of America, em Nova York, passou por cozinhas importantes como o espanhol El Celler de Can Roca e o paulistano D.O.M., de Alex Atala. Há quase três décadas, conduz uma cozinha profundamente ligada à pesquisa sobre cultura alimentar brasileira. Hoje também está à frente do Clandestina e do Cuia, no térreo do Copan.

Um dos projetos mais marcantes de sua trajetória foi o Clandestino, que começou há mais de 15 anos com jantares servidos em sua própria casa e depois ganhou endereço na Vila Madalena. Em 2024, a chef retomou a ideia com um novo formato e nome: Clandestina, restaurante que ocupa uma casa na Rua Girassol e apresenta uma proposta mais informal.

No lugar dos antigos menus degustação, o cardápio agora é à la carte, com pratos pensados para compartilhar no centro da mesa. A cozinha segue fiel ao que Bel sempre defendeu: ingredientes nativos, insumos de pequenos produtores e receitas que celebram a diversidade dos biomas brasileiros, resultado de décadas de pesquisa sobre a cultura alimentar do país.

Clandestina: Rua Girassol, 833B, Vila Madalena / Tel.: (11) 94145-9589 / Funcionamento: segunda a sexta-feira, das 19h às 23h; sábado, das 12h30 às 16h e das 19h às 23h; e domingo, das 12h30 às 17h30.

Cais, comandado pela chef Catarina Ferraz

Natural de Vitória da Conquista, no interior da Bahia, Catarina Ferraz não começou a carreira na cozinha. Formada em Arquitetura e Urbanismo em Salvador, mudou-se para São Paulo para fazer uma especialização na área. Foi apenas em 2017 que decidiu mudar de rumo e apostar na gastronomia, escolha que rapidamente transformaria sua trajetória.

Pouco tempo depois de iniciar os estudos, venceu um concurso que a levou para a Itália e abriu as portas para as primeiras experiências em cozinhas profissionais. Antes de chegar ao Cais, passou por restaurantes como Evvai, Clandestino e Corrutela, onde consolidou sua formação.

Hoje, Catarina é quem comanda a cozinha do Cais, restaurante que tem como sócio Adriano De Laurentiis, em uma charmosa casa na Vila Madalena. A cozinha da casa é dedicada aos peixes e frutos do mar, trabalhados em um cardápio enxuto que muda com frequência de acordo com a sazonalidade e o que chega mais fresco do mar. O restaurante rapidamente conquistou reconhecimento na cidade, sendo citado pelo Guia Michelin e incluído no 50 Best Discovery, além de se firmar como um dos endereços mais certeiros de São Paulo para quem busca uma cozinha do mar contemporânea, precisa e cheia de sabor.

Cais: R. Fidalga, 314 - Vila Madalena - São Paulo - SP / Tel.: +55 11 3819-6282 / Reservas via GetIn / Funcionamento: quarta a sexta, das 12h30 às 15h e das 19h às 23h; sábado, das 12h 30 às 16h e das 19h às 23h; e domingo, das 12h30 às 16h.

A Baianeira, da chef Manu Ferraz

Natural do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, Manuelle Ferraz construiu sua trajetória na gastronomia a partir da cozinha popular, da memória afetiva e da valorização dos ingredientes brasileiros. Criadora do restaurante A Baianeira, inaugurado em 2014, transformou a casa da Barra Funda em um dos grandes endereços da cidade quando o assunto é culinária brasileira. Em 2019, sua cozinha ganhou novos contornos ao ser convidada pelo MASP para ocupar um espaço dentro do museu, reconhecendo na Baianeira uma gastronomia capaz de dialogar com arte, cultura e identidade brasileira. Após 11 anos de história, a unidade da Barra Funda encerrou suas atividades no início de 2026, marcando o fechamento de um ciclo, enquanto o restaurante segue vivo dentro do museu.

Instalada no Edifício Pietro Maria Bardi, a Baianeira MASP se consolidou como uma verdadeira embaixada da cozinha brasileira dentro do maior museu da América Latina, conectando gastronomia, arte, arquitetura e cultura. A casa é reconhecida com o selo Bib Gourmand do Guia Michelin, distinção que reforça sua consistência ao longo dos anos. Além do restaurante, Manu comanda o Boteco de Manu, também na Barra Funda, dedicado à cozinha popular brasileira. A chef ainda leva a culinária do país para o exterior em eventos e experiências gastronômicas em cidades como Paris, Miami e St. Barthélemy, apresentando o Brasil de forma contemporânea e sofisticada.

A Baianeira MASP: Av. Paulista, 1500 - Bela Vista - Edifício Pietro Maria Bardi (piso térreo) / WhatsApp +55 (11) 91107-4074 / Horários: terça a domingo, das 12h às 16h / Café: terça a quinta, das 10h às 20h; sexta, das 10h às 21h; sábado e domingo, das 10h às 18h.

Carlota, da chef Carla Pernambuco

Chef à frente do Carlota, Carla Pernambuco começou a carreira nos palcos, como atriz, antes de trocar o teatro pela cozinha. Durante uma temporada em Nova York, decidiu estudar gastronomia nas escolas Peter Kump’s School of Culinary Arts e The French Culinary Institute, além de estagiar em restaurantes e serviços de catering. De volta ao Brasil, abriu o Carlota em 1995 e rapidamente se tornou um dos nomes marcantes da cena gastronômica paulistana.

O restaurante ajudou a consolidar, nos anos 1990, o movimento de cozinha contemporânea no país. No cardápio, Carla sempre apostou no cruzamento de referências brasileiras e internacionais, criando clássicos que atravessaram gerações, como o filé Wellington e o suflê de goiabada com calda de catupiry. Três décadas depois, a casa segue com salão cheio e renovando o menu periodicamente, somando prêmios como Melhor Restaurante Variado pela Veja SP e Melhor Sobremesa de São Paulo no Prêmio Paladar 2025, justamente pelo icônico suflê.

Ao longo da trajetória, Carla também expandiu sua atuação para além do restaurante: escreveu onze livros de receitas, que juntos já venderam mais de 100 mil exemplares, comandou programas de televisão nos canais Fox Life e Discovery Home & Health e hoje assina uma coluna na revista Marie Claire. Em 2022, foi eleita Personalidade Gastronômica do Ano pela Veja SP.

Carlota: Rua Sergipe, 753 - Higienópolis / Tel.: (11) 3661-8670 ou WhatsApp: (11) 98225-6030 / Funcionamento: terça a quinta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sexta, das 12h  às 15h e das 18h30 às 23h30; sábado, das 12h às 17h e das 19h às 23h30; e domingo, das 12h às 17h.

Miyabi, comandado pela chef Rhaiza Zanetti

À frente do balcão do Miyabi, Rhaiza Zanetti é formada em Gastronomia pela Anhembi Morumbi, com quase duas décadas de carreira e passagens por cozinhas importantes, como Carlota, de Carla Pernambuco, e o Tuju, duas estrelas Michelin de Ivan Ralston, onde trabalhou por oito anos. No Miyabi, casa idealizada empresário e Sake Samurai Fabio Ota, combina a disciplina e o rigor técnico aprendidos ao longo da trajetória com um mergulho profundo na culinária japonesa, que deve se intensificar ainda mais com uma imersão no Japão prevista para 2026.

O restaurante, que trabalha apenas com omakase, também se destaca por ser totalmente livre de glúten, incluindo o próprio shoyu, desenvolvido após dezenas de testes para evitar qualquer risco de contaminação cruzada. Servido apenas no jantar, o menu degustação de 16 etapas apresenta uma sequência de pequenos pratos que celebram a sazonalidade e o equilíbrio entre técnicas japonesas e ingredientes brasileiros.

Miyabi: Rua Marcos Azevedo, 86, Pinheiros / Reservas: Get In ou pelo whatsApp: (11) 99600-7782 / Funcionamento: terça a sábado, das 19h às 23h. 

Animus, da chef Giovanna Grossi

À frente do Animus, em Pinheiros, Giovanna Grossi construiu uma trajetória que combina formação internacional e pesquisa sobre ingredientes brasileiros. Paulistana criada em Maceió, formou-se em Gastronomia em São Paulo e aprimorou os estudos em instituições como o Institut Paul Bocuse, a École Alain Ducasse, o Basque Culinary Center e o Espai Sucre, além de trabalhar em cozinhas importantes na França, Espanha e Dinamarca, incluindo passagens por Le Taillevent, Quique Dacosta e Geranium.

Seu nome ganhou projeção internacional em 2016, quando venceu a etapa latino-americana do Bocuse d’Or. No ano seguinte, tornou-se a primeira mulher brasileira a disputar a final mundial da competição, em Lyon. Desde então, ampliou sua atuação no cenário gastronômico: comandou o Bocuse d’Or Brasil por alguns anos e hoje integra o Comitê Internacional do prêmio, participando das decisões estratégicas da competição.

Em 2019, abriu o Animus, restaurante onde desenvolve uma cozinha autoral marcada pelo protagonismo dos vegetais, pela liberdade na composição dos pratos e pelo diálogo constante com ingredientes nacionais. O endereço também se tornou seu principal laboratório criativo em São Paulo, enquanto Giovanna segue atuando na formação de novos cozinheiros à frente da Academia Brasil D’Or.

Animus: Rua Vupabussu, 347 – Pinheiros / Tel.: (11) 2371-7981 / Funcionamento: quarta a sexta, das 12h às 15h e das 19h às 23h; sábado, das 12h às 16h30 e das 19h às 23h; e domingo das 12h às 16h30.

Quincho, da chef Mari Sciotti

À frente do Quincho, em Pinheiros, a chef Mari Sciotti se tornou um dos nomes mais interessantes da cozinha vegetariana paulistana. Curiosamente, a gastronomia não foi seu primeiro plano. Formada em moda pelo Senac, trabalhou por cerca de dez anos com figurino e maquiagem no mercado de publicidade e cinema até decidir, em 2013, que era hora de empreender e mudar de rumo.

Seu primeiro negócio foi uma empresa de marmitas com versões mais elaboradas do tradicional PF, que rapidamente ganhou escala. Depois vieram trabalhos de catering e a abertura da Casa Lema, restaurante voltado ao almoço no Itaim. Foi ali que Mari percebeu que os pratos vegetarianos eram os grandes sucessos da casa e decidiu investir de vez nesse caminho.

Assim nasceu, em 2018, o Quincho, na zona Oeste. O nome, de origem castelhana, faz referência ao espaço do quintal onde amigos e família se reúnem em torno da parrilla, atmosfera que a chef quis recriar no restaurante. Com uma cozinha vegetariana criativa e autoral, a casa rapidamente conquistou público e crítica, chegando a ganhar o prêmio de melhor restaurante vegetariano pelo Melhor de São Paulo, da Folha de S.Paulo. Hoje, Mari também leciona na formação profissional plant-based do Le Cordon Bleu, consolidando-se como uma das principais referências do segmento na cidade.

Quincho: R. Mourato Coelho, 1447 - Vila Madalena / Tel.: (11) 3815-8774 / Funcionamento: terça a sexta, das 12h às 15h30 e das 19h às 23h; sábado, das 12h às 23h; e domingo, das 12h às 17h. 

 

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