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    Veja os principais gastos dos 10 carros mais vendidos em agosto de 2023

    Motorista deve pesquisar os preços que envolvem a manutenção do carro e que não conseguirá se livrar

    Chevrolet Tracker é um dos mais vendidos e que tem um dos custos mais altos
    Chevrolet Tracker é um dos mais vendidos e que tem um dos custos mais altos Divulgação

    Diego Mendesda CNN

    São Paulo

    Ter um carro do ano é um sonho de muitos brasileiros, mas, para concretizar esse desejo, além do preço do veículo, é necessário planejar todos os gastos para mantê-lo.

    A CNN fez um levantamento dos valores médios dos principais gastos nos 10 carros mais vendidos de agosto de 2023 no Brasil

    A pesquisa inclui o valor médio do seguro para homens e mulheres, segundo dados da Youse, plataforma digital de seguros.

    Foi pesquisado também os valores do jogo de pneus e do preço da primeira revisão, que é basicamente realizada nos primeiros 6 meses do carro ou quando bate 10 mil quilômetros.

    Confira o levantamento:

    Gastos obrigatórios

    Primeiro, vale pesquisar as taxas de emplacamento. Cada estado cobra um valor diferenciado pelo serviço nos Detran. As placas do carro também tem um custo.

    Segundo Milad Kalume Neto, diretor de desenvolvimento de negócios da JATO Dynamics, — considerando a utilização de um veículo médio no Brasil por 3 anos e 15 mil quilômetros rodados por ano — os valores mudam. Porém, em média, os gastos maiores seguem a seguinte ordem:

    • Depreciação do veículo
    • Gastos com o combustível
    • Gastos com seguros
    • Gastos com taxas e impostos
    • Manutenção e revisão
    • Pneus

    Entretanto, ele destaca que, a depender do prazo e taxa de juros, o montante financiado também passa a ser um dos principais gastos durante o ciclo de vida do produto.

    “Importante reforçar que aqui não estamos levando em conta gastos com estacionamento, pedágio, lavagens, entre outros gastos que dependerão do usuário. Nossa análise leva em consideração apenas aqueles gastos incidentes sobre o produto.”

    Outra despesa obrigatória é o Imposto sobre Propriedades de Veículos Automotores (IPVA). Cada veículo tem um valor, cada estado tem uma alíquota e pode ser pago à vista ou parcelado em 3 vezes.

    No site do Detran dos estados, o motorista tem todas as informações, os bancos credenciados para fazer o pagamento e descontos.

    O valor do IPVA é cobrado proporcionalmente ao período do ano. Ou seja, se a compra do carro zero quilômetro foi em setembro, a conta será feita equivalente aos meses até dezembro.

    Para o carro andar, precisa pôr combustível, e, dependendo do uso do carro, o tanque terá que ser enchido com mais ou menos frequência.

    Não dá também para arriscar e sair com o carro na rua sem contratar um seguro, mesmo que seja dos mais básicos. Em cidades grandes, por exemplo, o risco de roubo, furto ou acidente é maior. Então, com o carro segurado, o prejuízo tende a ser menor.

    O seguro tem diversas modalidades, podendo pagar à vista ou em até 12 vezes, por exemplo. Basta avaliar qual melhor se enquadra a necessidade do proprietário do carro.

    De acordo com Kalume Neto, como as seguradoras trabalham por segmentos, às vezes o veículo que o motorista pretende adquirir não é do interesse do corretor e, assim, ele onera o sinistro daquele produto.

    “Dentre os critérios levados em consideração, existe a quantidade de roubo numa determinada região. Se você mora em outra, vale a pena fugir desta seguradora para pagar um seguro menor. Vale a pena pesquisar em diversas seguradoras pelas mesmas condições de serviços”, instrui.

    Além disso, não dá para esquecer da manutenção dos veículos, uma vez que o motorista deve sempre estar atendo aos sinais de que o automóvel precisa de passar no mecânico.

    Troca de óleo, de pneus, filtros, revisões, também devem estar no planejamento do motorista.

    “Uma questão importante lembrar é que as revisões em concessionários oficiais valorizam o veículo”, destaca o especialista.

    Kalume Neto pontua que a troca de pneus não está prevista no manual de propriedade, mas alerta que o motorista deve sempre manter a calibragem em ordem e praticar o rodízio dos pneus.

    “Mais importante que tudo, deve-se realizar a checagem constante dos gomos de segurança dos pneus que, se atingidos, exigem a troca imediata sob pena de multa. E pior, da diminuição expressiva da segurança”, conclui.

    Veja também: Frota de automóveis nas ruas envelhece pelo 9º ano consecutivo no Brasil