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    Caio Junqueira
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    Caio Junqueira

    Formado em Direito e Jornalismo, cobre política há 20 anos, 10 deles em Brasília cobrindo os 3 Poderes. Passou por Folha, Valor, Estadão e Crusoé

    Oposição pede ao TCU anulação de leilão do arroz

    Parlamentares apontam possível fraude; AGU informa à CNN que irá contestar informações na corte de contas

    Representação foi apresentada por deputados
    Representação foi apresentada por deputados Marcello Casal/Agência Brasil

    A oposição protocolou na tarde desta sexta-feira (7) um pedido para que o Tribunal de Contas da União apure possível fraude no leilão de arroz importado feito nesta semana pelo governo.

    De acordo com petição assinada pelos deputados federais Marcel Van Hatten (Novo), Lucas Redecker (PSDB), Adriana Ventura (Novo-SP) e o deputado estadual Felipe Camozzatto (Novo) e do deputado estadual Marcus Vinicius (PP-RS), a representação “tem como foco a limitação indevida da competitividade do certame, corroborada pela variação nula ou ínfima dos preços de abertura e pela ilógica falta de competição na disputa dos lotes, a despeito da existência de pelo menos 4 (quatro) possíveis empresas competidoras, que eventualmente arremataram lotes em outras praças.”

    Eles dizem que “a título de comparação, em 2021, a Conab realizou outro leilão de arroz (aviso no 109/2021) em que foram adquiridas aproximadamente 9 milhões de toneladas de arroz cujas arrematações apresentaram deságio médio de 34,21% em relação ao preço máximo”.

    Eles apontam ainda que as empresas vencedoras não disputaram entre si.

    “Adicionalmente, observa-se um comportamento atípico das 4 (quatro) empresas participantes do leilão: ao invés de disputarem cada um dos lotes, elas investiram praticamente sozinhas nos lotes em que se sagraram vencedoras e abandonaram a disputa nos outros em lotes. Atipicamente, em 14 dos 17 lotes negociados, a empresa que ofereceu o primeiro lance sagrou-se vencedora”, diz o documento.

    O ministro da Advocacia Geral da União, Jorge Messias, disse à CNN que vai contestar as informações junto ao TCU.

    A CNN procurou a Conab e aguarda resposta.