Clarissa Oliveira
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Clarissa Oliveira

Viveu seis anos em Brasília. Foi repórter, editora, colunista e diretora em grandes redações como Folha, Estadão, iG, Band e Veja

Antes da cirurgia, Lula já temia impacto político de acidente doméstico

Comunicação transparente sobre saúde foi determinada semanas atrás pelo presidente

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a manifestar a seus conselheiros mais próximos uma preocupação grande com os efeitos políticos do acidente doméstico que sofreu no fim de outubro.

Segundo relatos feitos por aliados, a cirurgia realizada nesta semana, naturalmente, amplia a preocupação do time presidencial com a comunicação.

Mas a avaliação, em geral, é que sua total recuperação é o que permitirá dissipar todas as incertezas.

Já na época do acidente, Lula alertou auxiliares de que era preciso dar transparência total a todos os assuntos relacionados a sua saúde.

Ele estava muito chateado, segundo os relatos.

E insistiu que era indispensável garantir que não pairassem dúvidas sobre sua capacidade de comandar o País.

Até por isso, disse um aliado próximo, Lula fez questão de não se afastar formalmente do exercício da Presidência durante a internação.

Lula, desde que foi hospitalizado, está proibido de receber visitas. Em geral, ele também não tem despachado com ministros e auxiliares, embora alguns recados sejam repassados por meio de interlocutores.

Nomes como os ministros Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e Rui Costa (Casa Civil) foram encarregados de cuidar do dia-a-dia das articulações do governo. E o vice Geraldo Alckmin foi escalado para substituir Lula quando de fato for necessário.

Embora tenha a recomendação de não trabalhar, Lula tem perfeitas condições de tomar decisões de governo, de acordo com seus médicos.

E a tendência, admitem, é que o próprio Lula queira retomar integralmente as atividades presidenciais assim que for autorizado, mesmo que de dentro do hospital.