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    Débora Oliveira

    Débora Oliveira

    Certificada pelo Programa B3 de Formação Continuada em Mercado de Capitais para jornalistas com atuação em grandes emissoras, como SBT, Band e RedeTV, e analista de economia sem economês

    Bitcoin: entenda por que 2024 é o ano do otimismo para a criptomoeda

    Especialista espera que a criptomoeda supere sua máxima histórica de US$ 70 mil até o fim do ano 

    Bitcoin: entenda por que 2024 é o ano do otimismo para a criptomoeda
    Bitcoin: entenda por que 2024 é o ano do otimismo para a criptomoeda

    Após ter alcançado o patamar dos US$ 52 mil na última semana, o bitcoin parece ter estacionado nessa faixa de preço. Mas o que continua em alta é o otimismo do mercado.

    Há quem veja a criptomoeda acumulando mais ganhos em 2024, o que, se de fato ocorrer, fará com que o Bitcoin quebre o recorde registrado em novembro de 2021, quando a criptomoeda rompeu a barreira dos US$ 69 mil.

    “Nossa expectativa é de que o Bitcoin supere sua máxima histórica de US$ 70 mil até o fim do ano. E, rompida essa marca, uma nova temporada de alta expressiva pode acontecer”, diz Fabricio Tota, diretor do Mercado Bitcoin.

    Para o especialista, há três grandes eventos impactando o preço do bitcoin neste momento. O primeiro foi a aprovação dos 11 ETFs de Bitcoin nos Estados Unidos no mês passado, que aumentou bastante a demanda dos investidores pelo ativo. 

    O segundo grande evento é o halving, uma espécie de parada programada para controlar a emissão dos ativos, que reduz a recompensa dos mineradores e acontece a cada 4 anos. O próximo deve acontecer na segunda quinzena de abril, reduzindo a pressão vendedora no mercado. 

    E o terceiro evento é o aguardado início da queda das taxas de juros americanas. Fabrício explica que o Bitcoin nunca viu um cenário de queda de juros, ainda mais uma tão significativa como a que é esperada pelos investidores, já que os EUA permanecem em um patamar bastante elevado para os padrões americanos.

    “Mesmo com alguns dados ainda ruins da inflação, a tendência é que no final do ano comece a ter cortes de juros nos Estados Unidos. Então, somando toda essa conjuntura, faz com que este seja um ano de otimismo para o Bitcoin”, afirma Luiz Oliveira, analista-chefe de criptomoeda da Nord.

    O atual otimismo parece ter tirado de cena o período de fortes quedas, resultado de uma série de polêmicas envolvendo as criptomoedas, até mesmo o colapso da FTX, uma corretora do setor e outros casos que culminaram em investigações da Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC), já que bilhões de dólares de clientes ficaram retidos, gerando uma quebra de credibilidade no mercado cripto. 

    “Depois foi descoberto que era tudo Lobby por meio de doações. Mas foi um dos piores momentos da história das criptomoedas que levou o mercado a dar alguns passos para trás. Porém, esses eventos acabaram impulsionando a necessidade de uma regulamentação mais clara, o que acabou refletindo recentemente na aprovação dos ETFs de Bitcoin e agora também há uma expectativa para aprovação de ETFs Ethereum”, pontua Luiz.