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    Jussara Soares

    Jussara Soares

    Em Brasília desde 2018, está sempre de olho nos bastidores do poder. Em seus 20 anos de estrada, passou por O Globo, Estadão, Época, Veja SP e UOL

    Análise: Bolsonaro e militares suspeitos de golpismo recalculam versões com avanço de investigações

    Operação da PF deixou evidente que ex-ajudante do ex-presidente entregou muito aos investigadores

    Análise: Bolsonaro e militares suspeitos de golpismo recalculam versões com avanço de investigações
    Análise: Bolsonaro e militares suspeitos de golpismo recalculam versões com avanço de investigações

    O avançar das investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado tem feito o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e militares envolvidos na trama recalcularem suas versões e aguardam para apresentar novas explicações para os fatos que vêm sendo revelados pela Polícia Federal (PF).

    Quando o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, fechou o acordo de delação premiada com a PF em setembro do ano passado, o ex-presidente e seus aliados diziam ter certeza que nada havia a temer. Agora, é justamente um novo depoimento do antigo braço direito de Bolsonaro que mais preocupa os investigados.

    A Operação Tempus Veritatis, que mirou Bolsonaro e 16 militares no dia 8 de fevereiro, deixou evidente que Cid entregou muito aos investigadores. Foi o que o tenente-coronel disse e o que foi encontrado em seus celulares e computador que embasaram o trabalho da PF.

    Para piorar, a versão do ex-ajudante de ordens teria sido corroborada pelo general Marco Antonio Freire Gomes, ex-comandante do Exército, no depoimento de oito horas na última sexta-feira (1º). Como revelou a CNN, Freire Gomes, em condição de testemunha, confirmou reuniões em que foram discutidas o teor de minutas golpistas.

    Ex-comandante da Força Aérea Brasileiro (FAB), o tenente-brigadeiro do ar Carlos de Almeida Baptista Junior também já prestou depoimento e deixou satisfeitos os investigadores com o que contou, de acordo com fontes ligadas ao inquérito. Assim como Freire Gomes, Baptista Junior não teria aderido a uma trama golpista.

    Ainda sem data marcada, Mauro Cid voltará a prestar depoimento à PF. Será questionado por lacunas deixadas em sua delação. Além disso, será confrontado com informações extraídas de seus equipamentos eletrônicos, bem como pelos testemunhos de outros envolvidos.

    Para a preocupação dos investigados, a defesa do ex-ajudante de ordens diz que ele seguirá colaborando com a Polícia Federal.