Pedro Venceslau
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Pedro Venceslau

Pós-graduado em política e relações internacionais, foi colunista de política do jornal Brasil Econômico, repórter de política do Estadão e comentarista da Rádio Eldorado

Escala 6x1: "Engessamento da jornada compromete autonomia", diz Skaf

Fiesp prepara estudo sobre fim da escala 6X1 e teme impactos

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No momento em que a pauta do fim da escala 6X1 avança no Congresso Nacional, a FIESP (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) prepara um estudo sobre os impactos da mudança no setor produtivo.

A Federação teme as consequências da redução da escala no setor produtivo e defende a livre negociação entre patrões e empregados.

“O engessamento da jornada por via constitucional, sem considerar as especificidades de cada setor, compromete a autonomia de empresas e trabalhadores", disse Paulo Skaf, presidente da Fiesp, em comunicado enviado à CNN.

O estudo da Fiesp será divulgado após o carnaval e só então a entidade vai se manifestar oficialmente.

Ainda segundo a nota, a Fiesp diz que tem dialogado com lideranças sindicais de trabalhadores e setores produtivos sobre a jornada de trabalho.

“A entidade manifesta preocupação com a forma como o debate acerca da escala 6x1 vem sendo conduzido, defendendo que qualquer alteração deve respeitar a soberania das negociações coletivas, conforme previsto na Constituição Federal.

A entidade alerta que uma transição sem o correspondente aumento de produtividade ou redução do "Custo Brasil" resultará, inevitavelmente, em pressões inflacionárias e perda de competitividade.

Em um evento com empresários nesta segunda-feira, 9, com o presidente do PT, Edinho Silva, um representante do setor de bares e restaurantes manifestou preocupação de que a mudança possa elevar custos e levar a demissões.

“É um tema que deve ser tratado com calma. O Congresso Nacional é o espaço apropriado para essa discussão”, respondeu o dirigente petista.

“Tais medidas impactam severamente a sustentabilidade de pequenas e médias empresas, devendo gerar retração econômica, fechamento de postos de trabalho formais e o avanço da informalidade”.

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