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    Raquel Landim

    Raquel Landim

    Com passagens pelos principais jornais do país como repórter especial e colunista, recebeu o prêmio “Jornalista Econômico” de 2022 pela Ordem dos Economistas do Brasil

    Embaixador israelense já foi chamado quatro vezes para expressar insatisfação, dizem fontes do Itamaraty

    Zonshine foi convocado pelo chanceler Mauro Vieira, que demonstrou desconforto com a forma com que o representante brasileiro foi tratado em Tel Aviv

    Embaixador israelense já foi chamado quatro vezes para expressar insatisfação, dizem fontes do Itamaraty
    Embaixador israelense já foi chamado quatro vezes para expressar insatisfação, dizem fontes do Itamaraty

    Esta é a quarta vez que o embaixador de Israel no Brasil, Daniel Zonshine, é chamado pelo Itamaraty para expressar insatisfação desde os ataques terroristas do Hamas.  Mas essas “reprimendas” nunca tinham vindo a público, relatam fontes do Itamaraty à CNN.

    “A gente nunca divulgou nada porque é assim que se faz diplomacia. O embaixador israelense já criticou abertamente o governo e isso gerou muita irritação, mas nunca o expusemos a nenhum constrangimento público”, disse a fonte.

    Nesta segunda-feira (19), Zonshine foi convocado pelo chanceler Mauro Vieira ao Palácio do Itamaraty no Rio de Janeiro. No encontro, Vieira expressou o desconforto com a forma com que o representante brasileiro foi tratado em Tel Aviv.

    Outro episódio em que Zonshine teria sido chamado a dar explicações foi quando esteve ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Congresso, mostrando vídeos das atrocidades cometidas pelo Hamas em Gaza. Ele também foi convocado mais duas vezes a explicar declarações concedidas à imprensa, apurou a reportagem. Procurado, Zonshine preferiu não se pronunciar.

    Na visão da diplomacia brasileira, Frederico Meyer, embaixador do Brasil em Israel, foi “tocaiado” ao receber uma reprimenda pública, em hebraico, no Museu do Holocausto. “Ele foi chamado para uma coisa e submetido a outra”, diz fonte do Itamaraty.

    No encontro em Tel Aviv, o chanceler israelense, Israel Kantz, comunicou que o presidente Lula não era mais bem-vindo a Israel depois de comparar a guerra em Gaza contra o Hamas ao genocídio promovido por Adolf Hitler contra os judeus na Segunda Guerra Mundial.

    Conforme relatos, Vieira não pediu desculpas pela fala de Lula e apenas reforçou a posição brasileira, como antecipou a CNN. Ele também comunicou a Zonshine o retorno do representante brasileiro a Brasília para consultas — outra forma diplomática de demonstrar insatisfação. A permanência de Meyer no país vai depender do agravamento da crise.