TikTok se distancia de Pequim após Índia banir aplicativo


Aditya Kalra, da Reuters
03 de julho de 2020 às 18:31 | Atualizado 09 de julho de 2020 às 13:49
Logotipo do TikTok

Logotipo do TikTok (6/3/2020)

Foto: REUTERS/Andrew Kelly

O aplicativo de mídia social chinês TikTok se distanciou de Pequim depois que a Índia proibiu 59 aplicativos chineses no país.

Em carta ao governo indiano datada de 28 de junho, o presidente-executivo da TikTok, Kevin Mayer, disse que o governo chinês nunca pediu dados de usuários e que a empresa não os entregará se solicitada.

O TikTok, juntamente com 58 outros aplicativos chineses, incluindo o WeChat e o UCB Browser, do Alibaba, foram proibidos na Índia nesta semana após confronto na fronteira com a China.

"Posso confirmar que o governo chinês nunca nos pediu os dados TikTok de usuários indianos", escreveu Mayer, adicionando que os dados para usuários indianos estão armazenados em servidores em Cingapura. "Se alguma vez recebermos tal pedido no futuro, não cumpriremos."

A carta, segundo uma fonte que pediu anonimato, foi enviada antes de uma provável reunião na próxima semana entre a empresa e o governo.

O TikTok, não disponível na China, e que pertence à chinesa ByteDance, tentou se distanciar de suas raízes chinesas para atrair um público global.

A empresa prometeu investir US$ 1 bilhão na região.

Desde o seu lançamento em 2017, tornou-se um dos aplicativos de mídia social que mais crescem. A Índia é seu maior mercado por usuário, seguida pelos Estados Unidos.

Em nota, a rede social afirma que "embora o governo da Índia tenha emitido uma ordem provisória para bloquear 59 aplicativos, a equipe da ByteDance, de cerca de 2.000 funcionários na Índia, está comprometida em trabalhar com o governo para demonstrar nossa dedicação à segurança do usuário e nosso compromisso com o país em geral."   

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