Dólar cai a R$ 5,228, menor valor em 4 meses, e bolsa volta aos 122 mil pontos

Otimismo no exterior, com bolsas americanas batendo recordes, ajudou os indicadores domésticos

Natália Flach, do CNN Brasil Business, em São Paulo
07 de maio de 2021 às 09:19 | Atualizado 07 de maio de 2021 às 17:46
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Foto: CNN

O dólar caiu 0,97% nesta sexta-feira (7) e fechou valendo R$ 5,228 – o menor valor para a moeda desde 14 de janeiro, quando fechou cotada a R$ 5,212. Na semana, a queda acumulada foi de 3,75%, a sexta queda semanal consecutiva e a maior retração em uma semana desde dezembro. 

Na B3, o Ibovespa avançou 1,77% e voltou a passar dos 122 mil pontos pela primeira vez em meses, com uma pontuação de 122.038 no fechamento. É o maior nível desde 14 janeiro, quando o principal índice acionário da bolsa brasileira fechou nos 123.480 pontos, pouco depois de ter renovado seu recorde histórico, alguns dias antes, aos 125.076 pontos (batidos em 8 de janeiro). 

Os indicadores engataram as melhoras expressivas no início da manhã, acompanhando as principais bolsas do mundo, logo após a divulgação de dados de emprego nos Estados Unidos, que vieram muito abaixo do esperado pelo mercado. Em Wall Street, os principais índices acionários voltaram também a bater recordes nesta sexta.

A economia norte-americana criou apenas 266 mil vagas de trabalho no mês passado, disse o Departamento de Trabalho dos EUA, enquanto as projeções falavam em um número acima dos 900 para o período.

A leitura é que o número baixo mostra uma economia não tão forte e reduz as possibilidades de que o Federal Reserve, o banco central norte-americano, volte a subir os juros do país, hoje a zero, tão cedo. Juros mais baixos, por sua vez, alimentam o apetite dos investidores globais por ativos de mais risco, como ações e moedas de países emergentes.

No Brasil, também tem influenciado as sessões a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central de elevar a taxa Selic de 2,75% para a 3,50% ao ano, na última quarta-feira (5). Um cenário de juros mais altos no Brasil tende a apoiar o real, segundo especialistas, uma vez que torna rendimentos locais mais atraentes, podendo elevar a entrada de fluxos estrangeiros no país.

Lá fora

Nos Estados Unidos, o S&P 500 e o Dow Jones, os índices mais tradicionais das bolsas americanas, voltaram a bater recorde e registraram seus melhores ganhos semanais desde março.

Segundo dados preliminares, o Dow Jones encerrou em alta de 0,66%, aos 34.776,44 pontos, o S&P 500 valorizou-se 0,73%, aos 4.232,43 pontos, e o Nasdaq teve alta de 0,88%, aos 13.752,24 pontos.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira (7) com perdas na China, apesar de sólidos dados da balança comercial e do setor de serviços da segunda maior economia do mundo.

O índice acionário japonês Nikkei teve alta marginal de 0,09% em Tóquio, a 29.357,82 pontos, sustentado por ações de siderúrgicas e seguradoras, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 0,58% em Seul, a 3.197,20 pontos, em seu terceiro pregão de ganhos, e o Taiex registrou alta de 1,71% em Taiwan, a 17.285,00 pontos.

Na China continental, por outro lado, o Xangai Composto recuou 0,65%, a 3.418,87 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda de 1,62%, a 2.239,68 pontos. A pressão negativa veio de ações ligadas ao recente feriado nacional de três dias, que se estendeu até quarta-feira (5).

(Com Reuters)