Preços do petróleo têm máxima de 8 semanas, de olho em demanda e dados dos EUA

Esse foi o maior nível de fechamento do Brent desde 11 de março, e o mais elevado desde 5 de março para o WTI

Por Scott DiSavino, da Reuters
12 de maio de 2021 às 19:57
Surto do novo coronavírus causou maior choque na demanda de petróleo desde 2008
O surto do novo coronavírus causou o maior choque na demanda de petróleo desde a crise financeira de 2008
Foto: Christian Hartmann / Reuters

Os preços do petróleo avançaram para uma máxima de oito semanas nesta quarta-feira (12) apoiados pela diminuição das exportações dos Estados Unidos e por sinais de uma rápida recuperação econômica, além de previsões otimistas para a demanda por energia.

Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em alta de US$ 0,77 ou 1,1%, a US$ 69,32 por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) subiu US$ 0,80, ou 1,2%, para US$ 66,08  o barril.

Esse foi o maior nível de fechamento do Brent desde 11 de março, e o mais elevado desde 5 de março para o WTI.

As exportações de petróleo dos EUA caíram para cerca de 1,8 milhão de barris por dia (bpd) na última semana, menor patamar desde outubro de 2018, enquanto os estoques da commodity diminuíram em 0,4 milhão de barris, ante expectativa de uma queda de 2,8 milhões de barris, de acordo com informações semanais do governo norte-americano.

"A queda das exportações é o elemento altista que manteve o mercado firme", disse Tony Headrick, analista de mercado de energia da CHS Hedging, acrescentando que "a queda nos estoques de petróleo, em conjunto com a falta de exportação, é um bom sinal."

A Agência Internacional de Energia (IEA, sigla em inglês) afirmou em relatório mensal que a demanda por petróleo já está ultrapassando a oferta e que essa diferença deve aumentar mesmo se as exportações do Irã avançarem.

De forma semelhante, a Organização de Países Exportadores de Petróleo (Opep) manteve na terça-feira uma previsão de forte recuperação na demanda global por petróleo em 2021, com o crescimento na China e nos EUA compensando o impacto representado pela crise do coronavírus na Índia.