Com Bolsonaro, ingresso de servidores públicos no funcionalismo cai pela metade

Média de contratações corresponde à metade da verificada na gestão Michel Temer (21.072 entre 2016 e 2018) e quase um terço da gestão Dilma Rousseff

Ana Russi, da CNN Brasil
19 de julho de 2021 às 21:06 | Atualizado 19 de julho de 2021 às 21:49

 

O ingresso de novos servidores na administração pública federal caiu pela metade nos dois primeiros anos de Jair Bolsonaro. De acordo com levantamento feito pela CNN Brasil, com base em dados do Painel Estatístico de Pessoal (PEP), a atual gestão contratou 20.070 funcionários em 2019 e 2020 – uma média de 10.035 ano.

Esse número corresponde à metade do verificado na gestão Michel Temer (21.072 entre 2016 e 2018) e quase um terço da gestão Dilma Rousseff (28.449 entre 2010 e 2015).

 

A principal aposta do governo federal para a redução dos custos com pessoal é a aprovação da reforma administrativa. No entanto, a digitalização e a modernização dos serviços públicos também têm ajudado a reduzir o número de reposição de funcionários que se aposentam, diminuindo, assim, a despesa com o funcionalismo.

Ingresso de servidores no governo federal
Foto: CNN Brasil

 

Nos últimos 10 anos, o maior número de contratações foi registrado em 2014, ainda no governo Dilma Rousseff (PT), quando mais de 40 mil novos trabalhadores ingressaram no serviço público federal.

Até maio deste ano, foram registrados 1.379 novos servidores. Desse total, a maior parte está concentrada no Ministério da Educação (MEC), que, sozinho, ganhou 1.201 funcionários nos primeiros cinco meses de 2021.

Ainda segundo os números do PEP, atualmente a máquina pública conta com 507.300 servidores federais ativos, em regime estatutário. Desses, a maior parte (270.596) se concentra também no MEC, que inclui universidades, fundações e institutos de educação e pesquisa.

Esplanada dos Ministérios, em Brasília
Foto: Agência Brasil (03.jan.2020)