Ásia: bolsas fecham mistas com realização, Covid e crescimento da China no radar

O índice Xangai Composto subiu 0,22%, o maior nível desde o começo de março, enquanto o Shenzhen Composto recuou 0,34%

Tela mostrando índice Nikkei em corretora de Tóquio. REUTERS/Kim Kyung-Hoon
Tela mostrando índice Nikkei em corretora de Tóquio. REUTERS/Kim Kyung-Hoon Foto: Kim Kyung-Hoon/Reuters

Mateus Fagundes,

do Estadão Conteúdo

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As bolsas da Ásia terminaram a sessão desta quarta-feira (18) sem direção definida. Por um lado, a aceleração de casos de Covid-19 alimenta a tendência de realização de lucros, vista na véspera nos Estados Unidos e na Europa. Por outro, a expectativa de que a China sofra menos com novas ondas da doença deu suporte a alguns mercados.

A proximidade do inverno no Hemisfério Norte preocupa epidemiologistas, uma vez que a tendência é de que as infecções pelo novo coronavírus voltem a se alastrar antes do surgimento de uma vacina eficaz para a população em geral. Países europeus e asiáticos endureceram as medidas de isolamento social, o que afeta a atividade econômica.

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Na Coreia do Sul, por exemplo, as regras de isolamento social nas regiões de Seul e Gangwon foram ampliadas ontem. O distanciamento também tem sido pregado no Japão, que registrou hoje novo recorde diário de casos de Covid-19 (1.742 em 24 horas).

Mas há contrapontos na própria região. A China, primeiro país a registrar o surto, tem tido crescimento forte. Como houve controle na primeira onda da Covid-19, no início do ano, é esperado que a nação asiática consiga identificar locais críticos da doença e isolar essas populações.

Essas expectativas já se traduzem em indicadores econômicos do continente asiático. O Japão reportou nesta madrugada aumento de 10,2% anual nas exportações para a China. Entre os itens, equipamentos para fabricação de semicondutores, carros e derivados de plástico – todos sensíveis à expectativa de retomada econômica. Ao todo, contudo, as vendas japonesas para o exterior cederam 0,2%.

Neste contexto misto, o índice Xangai Composto subiu aos 3.347,30 pontos (+0,22%), o maior nível desde o começo de março, enquanto o Shenzhen Composto recuou a 2.366,91 pontos (-0,34%). O Hang Seng, de Hong Kong, terminou em 26.544,29 pontos (+0,49%).

Em Tóquio, a realização veio um dia depois de o Nikkei atingir o maior nível de fechamento em quase 30 anos. O índice caiu aos 25.728,14 pontos (-1,10%). Isso ocorreu a despeito da declaração do presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda, se comprometendo em continuar comprando fundos negociados em bolsa (ETFs) para manter os mercados estáveis em meio à pandemia da covid-19.

Em Seul, o índice Kospi subiu aos 2.545,64 pontos (+0,26%), com avanço dos setores farmacêutico e de internet. Em Sydney, o S&P/ASX 200 terminou em 6.531,10 pontos (+0,51%), apesar da queda de mineradoras como a Rio Tinto (-0,68%). 

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