Banco Mundial vê forte desaceleração do crescimento global e risco a mais pobres

Dívidas, aumento de desigualdade de renda e novas variantes de Covid-19 ameaçam recuperação em economias em desenvolvimento

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Logo do Banco Mundial 12/10/2018. REUTERS/Johannes P. Christo

Por Andrea Shalal, da Reuters

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O Banco Mundial cortou nesta terça-feira (11) suas projeções para o crescimento econômico nos Estados Unidos, zona do euro e China, e alertou que os níveis altos de dívida, aumento de desigualdade de renda e novas variantes de Covid-19 ameaçam a recuperação nas economias em desenvolvimento.

O banco disse que o crescimento global deve desacelerar “consideravelmente” para 4,1% em 2022 de 5,5% no ano passado, e cair ainda mais a 3,2% em 2023 conforme a demanda represada se dissipa e os governos reduzem o suporte fiscal e monetário fornecido no início da pandemia.

As previsões para 2021 e 2022 foram reduzidas em 0,2 ponto percentual em relação ao relatório Perspectivas Econômicas Globais de junho.

O Fundo Monetário Internacional também deve reduzir suas projeções em 25 de junho.

Alívio a países mais pobres

O presidente do Banco Mundial, David Malpass, pediu, nesta terça-feira, progresso mais acelerado sobre o alívio da dívida para países em desenvolvimento com total participação da China, alertando que atrasos aumentam os riscos a suas economias representados por taxas de juros mais altas, desvalorização cambial e insegurança alimentar.

Malpass disse em entrevista à imprensa que os países mais pobres enfrentam 35 bilhões de dólares em pagamentos do serviço da dívida a credores oficiais e do setor privado – fundos que não podem ser usados para enfrentar a pandemia de Covid-19 – com mais de 40% do total devidos à China.

“Os riscos de calotes desordenados estão crescendo”, disse Malpass.

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