Bolsas da Ásia recuam, após inflação chinesa gerar temor de corte de estímulos

O Hang Seng teve queda de 1,07% em Hong Kong, a 28.698,80 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi cedeu 0,36% em Seul, a 3.131,88 pontos

Foto: Issei Kato/Reuters

Sergio Caldas,

do Estadão Conteúdo

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As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira (9), após um avanço maior do que o esperado dos preços na China gerar preocupações de que Pequim poderá retirar medidas de estímulo para conter a inflação. Na China continental, o índice Xangai Composto caiu 0,92% hoje, a 3.450,68 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,95%, a 2.236,58 pontos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng teve queda de 1,07% em Hong Kong, a 28.698,80 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi cedeu 0,36% em Seul, a 3.131,88 pontos, interrompendo uma sequência de seis pregões positivos, e o Taiex se desvalorizou 0,43% em Taiwan, a 16.854,10 pontos.

Exceção, o japonês Nikkei subiu 0,20% em Tóquio, a 29.768,06 pontos, impulsionado por ações ligadas a eletrônicos.

A taxa anual de inflação ao consumidor da China atingiu 0,4% em março, superando levemente as expectativas e revertendo deflação de 0,2% do mês anterior. Já a taxa anual de inflação ao produtor chinês saltou de 1,7% em fevereiro para 4,4% em março, ficando bem acima do esperado.

Os números de inflação refletem crescente demanda, uma vez que a economia chinesa lidera a recuperação global da pandemia de covid-19. Nos últimos meses, surgiram temores de que a retomada e pressões inflacionárias possam levar a China e outras potências econômicas, como EUA e zona do euro, a reverter as agressivas medidas de estímulo que adotaram em reação ao coronavírus antes do esperado.

Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, depois de acumular ganhos por cinco sessões consecutivas. O S&P/ASX 200 teve baixa marginal de 0,05% em Sydney, a 6.995,20 pontos. 

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