CEOs brasileiros são mais otimistas com recuperação do que estrangeiros

Em relação ao crescimento na receita nos próximos 3 meses, 53% dos brasileiros estão muito confiantes. Para os próximos três anos, esse número sobe para 64%

Foto: AlexSecret / Getty Images

Tamires Vitorio, do CNN Brasil Business, em São Paulo

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Ao menos 85% dos CEOs brasileiros acreditam que a economia mundial terá um desempenho melhor neste ano — o que representa um otimismo generalizado nos cargos mais altos das empresas do país.

Em relação ao crescimento na receita nos próximos três meses, 53% dos brasileiros estão muito confiantes. Para os próximos três anos, esse número sobe para 64%. Enquanto isso, no resto do mundo esses percentuais são de 36% e 47%, respectivamente, segundo uma pesquisa da PwC

O otimismo dos brasileiros não para por aí. De acordo com o estudo, 68% dos CEOs do Brasil entendem que a rentabilidade irá melhorar nos próximos 12 meses. Apenas 65% dos líderes de outros países compartilham da mesma opinião. 

Para 48% dos líderes brasileiros haverá um aumento moderado no número de funcionários nas companhias nos próximos 12 meses — de 3% a 9%. Globalmente, essa porcentagem é de 37%.

Já nos próximos três anos, 31% dos brasileiros enxergam um aumento forte (de mais de 10%) no quasro de funcionários, enquanto que apenas 17% dos CEOs globais enxergam a mesma situação. 

O estudo identifica que, enquanto os presidentes das companhias de outros países estão mais preocupados com a pandemia do novo coronavírus, no Brasil, a maior preocupação dos líderes são as incertezas sobre a reforma tributária. 

Enquanto por aqui 59% dos CEOs afirmam que o aumento das obrigações tributárias seriam “ameaças consideradas no gerenciamento de riscos estratégicos”, no resto do mundo, esse item preocupa apenas 33% dos presidentes de empresas.

Além disso, 54% dos líderes locais se dizem preocupados com a Covid-19, enquanto 56% afirmam ter mais preocupação com a incerteza política. 

A volatilidade cambial também preocupa mais os brasileiros do que o resto do mundo, com 56% e 38%, respectivamente. Já as ameaças cibernéticas causam mais preocupações para os CEOs de outros países (59%), do que para os brasileiros (44%), bem como as mudanças climáticas — com 32% dos brasileiros preocupados com o problema ante 40% no resto do mundo. 

Dos oito principais itens citados, o desemprego (45%) é o que menos preocupa os CEOs no momento. Outro item da lista de preocupações, o “Futuro da Zona do Euro” é citado por apenas 3%. 

Entre os CEOs brasileiros, 61% entendem que é necessário aumentar significativamente o investimento em tecnologia nos próximos três anos como decorrência da pandemia da Covid-19, e 47% acreditam na importância de desenvolver talentos e investir em segurança cibernética e de privacidade de dados. 

A pesquisa foi realizada com 5.500 líderes empresariais em 100 países. 

 

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