Com ressalvas, Cade recomenda aprovação da compra do BIG pelo Carrefour Brasil

Superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica recomendou ao tribunal do órgão a aprovação da aquisição, mas condicionou o negócio ao desinvestimento de algumas unidades do varejo de autosserviço

Foto: Reprodução

Marcela Ayresda Reuters

São Paulo

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A superintendência-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou ao tribunal do órgão a aprovação da aquisição do Grupo BIG Brasil pelo Carrefour Brasil, mas condicionou o negócio ao desinvestimento de algumas unidades do varejo de autosserviço.

A superintendência recomendou que o negócio seja aprovado com a adoção de “um remédio negociado com as empresas, que mitiga riscos concorrenciais decorrentes da operação”, segundo nota publicada em seu site nesta terça-feira.

Segundo o Cade, além da alienação de algumas unidades de varejo de autosserviço, a proposta também inclui “compromissos comportamentais relacionados à não-concorrência e à manutenção da viabilidade econômica das unidades desinvestidas até a efetiva transferência dos negócio”.

O Carrefour disse, em comunicado ao mercado, que a proposta de acordo prevê desinvestimento de lojas em patamar inferior ao divulgado na declaração de complexidade do negócio, que foi emitida pela superintendência em novembro.

O Cade tem até 240 dias, prorrogáveis ​​por mais 90 dias, para concluir a análise do negócio, prazo que começou a ser contado em julho passado.

O Carrefour Brasil, unidade local da gigante francesa de varejo Carrefour, anunciou em março passado a aquisição do Grupo BIG por cerca de 7,5 bilhões de reais (1,36 bilhão de dólares).

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