Crimes envolvendo Pix disparam no estado de São Paulo

Foram 1.271 denúncias no primeiro trimestre de 2022; no mesmo período de 2021, foram cerca de 380 ocorrências com a ferramenta

Diego MendesMatheus CaselattoTiago Tortellada CNN

em São Paulo

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Os crimes envolvendo o Pix dispararam no estado de São Paulo. Apenas no primeiro trimestre de 2022, foram feitas 1.271 denúncias de transferências não autorizadas na plataforma. No mesmo período de 2021, foram 387 ocorrências do tipo, uma alta de 228,4%. Os dados foram captados através da Lei de Acesso à Informação pela produção da CNN.

Essa situação vem acompanhada do aumento nos roubos e furtos de celular no estado de São Paulo em janeiro e fevereiro deste ano, que tiveram alta de 6%, com 60.828 ocorrências.

Especialistas consultados pela CNN explicam que para se proteger de crimes com a ferramenta é recomendado diminuir o tempo para bloqueio da tela do celular, ativar dupla autenticação em apps como o WhatsApp e utilizar aplicativos de “coffin”, que são aqueles capazes de proteger outros com senhas.

Lançado em novembro de 2020, o Pix caiu nas graças do brasileiro, tendo batido mais um recorde de utilização no início deste mês. Em 6 de maio, foram feitas 73,198 milhões de operações com a ferramenta. Em março, o número de transações mensais alcançou 1,6 bilhão.

Desde o lançamento do Pix até março de 2022, foram registradas 4.492 ocorrências de crimes com a plataforma no estado de São Paulo após roubos e furtos de celular.

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