Crypto.com e Visa lançam sete cartões que convertem criptomoedas em reais

Plano das empresas é oferecer o serviço de criptomoedas para mais de 80 milhões de estabelecimentos comerciais no mundo

REUTERS

Artur Nicocelido CNN Brasil Business

São Paulo

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A Crypto.com e a bandeira Visa lançaram cartões que convertem criptomoedas em reais. O anúncio aconteceu sete meses após as empresam anunciarem uma parceria global.

O programa conta com sete modalidades cartões. Os clientes poderão mudar de cartão de acordo com a quantidade de CRO, criptomoeda da Crypto.com, que tiverem em um período de seis meses.

O primeiro cartão que qualquer cliente poderá usar sem ter CRO se chama “Midnight Blue”, e terá um limite mensal de R$ 1 mil e cashback de 1%.

Para ter o “Ruby Steel”, os clientes deverão ter R$ 2.500 em CROs por seis meses. O modelo tem o limite de R$ 2 mil, cashback de 2% e oferece Spotify de graça para os portadores do cartão.

Já para os clientes terem o terceiro e o quarto cartão, “Royal Indigo” e “Jade Green”, eles terão que manter R$ 25 mil em CRO. Os benefícios são cashback de 3% e R$ 4 mil de limite.

Os clientes também terão Spotify e Netflix de graça, além de poderem acessar o saguão da Visa no Aeroporto de Guarulhos.

Já os cartões “Frosted Rose Gold” e “Icy White” custarão R$ 250 mil em CROs. O cashback será de 5% e o limite de R$ 5 mil. Além dos benefícios oferecidos pelos outros cartões, os clientes terão 10% de desconto na companhia de viagens Expedia.

O sétimo cartão, “Obsidian”, terá o custo de R$ 2,5 milhões em CRO, 8% de cashback e R$ 5 mil de limite. Este modelo oferece também 10% de desconto no Airbnb.

Cuy Sheffield, head de cripto da Visa, afima que “[nós] queremos ser uma ponte entre o ecossistema de cripto e a nossa rede global de 80 milhões de estabelecimentos comerciais.”

“O Brasil é um mercado importante para a Crypto.com”, disse o cofundador e CEO da Crypto.com, Kris Marszalek.

De acordo com um estudo da Crypto.com, um em cada três brasileiros que ainda não investiu em criptomoeda disse que estaria pronto para fazer esse investimento se tivesse um cartão que permitisse fazer saques em um caixa eletrônico.

Enquanto isso, mais de um quarto dos entrevistados disseram que estariam prontos para investir em criptomoeda se pudessem converter e usar esses recursos para fazer compras online ou pessoalmente usando um cartão.

“Não é uma surpresa que o Brasil foi o primeiro país da América Latina. Sabemos do ‘apetite’ dos brasileiros por inovação e trabalhamos juntos para criar soluções que realmente deem oportunidades de novas experiências de consumo no ecossistema de cripto, e com a comodidade e segurança dos cartões Visa”, afirma Eduardo Abreu, vice-presidente de novos negócios da Visa do Brasil.

Em maio deste ano, a Crypto.com começou a oferecer seus produtos para usuários no Brasil, como o lançamento de transferências bancárias em reais sem tarifas e o uso do real como moeda no aplicativo Crypto.

Às 19h11, horário de Brasília, a CRO era cotada a US$ 0,357, com alta de 2,85%.

Nesta sexta-feira (12), o dólar terminou em alta de 1%, a R$ 5,45.

Outras possibilidades

A bandeira Mastercard também já oferece um cartão de pagamento ligado a criptomoedas. O produto é fruto de uma parceria internacional da companhia com a emissora de cartões europeia Wirex.

“Quaisquer que sejam suas opiniões sobre criptomoedas, o fato é que esses ativos digitais estão se tornando uma parte mais importante do mundo dos pagamentos”, diz Raj Dhamodharan, vice-presidente executivo de ativo digital e produtos e parcerias blockchain da Mastercard, em nota. “Estamos vendo esse fato acontecer na rede Mastercard, com pessoas usando cartões para comprar ativos criptos”.

Os cartões permitem aos usuários converter suas criptomoedas em moeda fiduciária tradicional, que pode ser gasta em qualquer estabelecimento que aceite a bandeira.

Os clientes também se beneficiarão do programa de recompensas Cryptoback, que dá aos clientes automaticamente até 1,5% de cashback em bitcoin para cada compra feita.

Às 19h11, o bitcoin era cotado a US$ 64,130, com queda de 1,30%.

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