CSN vê salto no lucro do 4º tri e estima nova queda no endividamento

De acordo com a empresa, foram investidos R$ 519 milhões nos últimos três meses de 2020

Foto: Fernando Soutello/Reuters

Paula Arend Laier,

da Reuters

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 A Companhia Siderúrgica Nacional teve lucro líquido de R$ 3,9 bilhões no quarto trimestre de 2020, um salto em relação ao resultado de R$ 1,1 bilhão no mesmo período de 2019, em meio a forte crescimento de receitas beneficiado pela alta de commodities e queda no endividamento.

O resultado operacional medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado triplicou para R$ 4,7 bilhões, recorde trimestral, com a margem Ebitda ajustado quase dobrando para 47%.

A receita líquida da CSN somou R$ 9,8 bilhões, elevação de 50% ano a ano, com a empresa atribuindo tal performance principalmente ao “ótimo desempenho nos segmentos de siderurgia e mineração, impulsionados pela alta global dos preços das commodities”.

No último trimestre do ano, as vendas de aço somaram 1,2 milhão de toneladas, contra 1,1 milhão de toneladas um ano antes, enquanto as vendas de minério de ferro totalizaram 8,6 milhões de toneladas, queda de 16% na base anual.

De acordo com os dados divulgados no final da segunda-feira (22), o custo dos produtos vendidos cresceu 26% e totalizou R$ 5,6 bilhões.

O fluxo de caixa livre alcançou R$ 3,75 bilhões, influenciado positivamente pela recuperação no capital de giro e forte geração de Ebitda.

De acordo com a empresa, foram investidos R$ 519 milhões nos últimos três meses de 2020, em função da aceleração de diversos projetos de ‘sustaining’ na siderurgia.

No final de 2020, a dívida líquida atingiu R$ 25,619 bilhões, com a forte geração de caixa do período sendo somada ao decréscimo da dívida pela variação cambial, o que ajudou na redução da alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda que atingiu 2,23 vezes, o menor patamar desde dezembro de 2011.

Em fato relevante, a CSN estimou fechar 2021 com dívida líquida de R$ 15 bilhões e alavancagem medida pela relação dívida líquida/Ebitda de 1 vez.

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