Custos da construção civil têm a terceira menor taxa de crescimento de 2021

Sinapi do IBGE aponta que despesas aumentaram 1,01%, impulsionadas pelos materiais

O Índice de Confiança do Empresário da construção recuou em março; ainda assim todos os indicadores de expectativas seguem elevados, aponta CNI
O Índice de Confiança do Empresário da construção recuou em março; ainda assim todos os indicadores de expectativas seguem elevados, aponta CNI Natalia Flach

Stéfano Sallesda CNN

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As despesas com construção aumentaram 1,01% no mês de outubro em relação a setembro. A informação é do Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), divulgado nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O indicador ficou 0,13 ponto percentual acima do apresentado em setembro (0,88%). A taxa atual é a terceira menor de 2021.

No acumulado de 12 meses, o Sinapi está em 21,22%. Um patamar que representa quase o dobro da inflação oficial do período: 10,67%, divulgada também nesta quarta-feira pelo instituto, com base no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

De acordo com o IBGE, o Sinapi em 2021 está em 16,79%. No mesmo período, a inflação oficial está em 8,24%. Segundo Augusto Oliveira, gerente da pesquisa, os aumentos são impulsionados pelo custo dos produtos e equipamentos utilizados.

“A parcela dos materiais é a verdadeira responsável por esse resultado, uma vez que não há movimentação significativa na mão de obra, à exceção dos acordos coletivos homologados”, afirma.

Essa parte do indicador subiu 1,27%, o que representou aumento discreto em relação a setembro: 0,06 ponto percentual (1,21%). No entanto, quando comparado com o mesmo mês de 2020 (alta de 3,17%), a desaceleração foi de 1,90 ponto percentual.

Enquanto isto, a parcela da mão de obra apresentou taxa de 0,64%. O aumento é resultado de um acordo coletivo que causou alta de 0,24 ponto percentual quando comparado com setembro (0,4%). No mesmo mês de 2020, a taxa fora de 0,04%, o que reflete alta de 0,6 ponto percentual.

“Ainda estamos em um momento em que as taxas dos últimos meses parecem baixas diante do avanço percebido desde agosto do ano passado. Mas, quando comparadas com a série histórica, podem ser consideradas altas”, conclui Oliveira.

No acumulado do ano, os materiais apresentam alta de 25,08%, patamar que chega a 33,39% quando se levam em conta os preços dos últimos 12 meses. Com relação à mão de obra, os patamares são, respectivamente, de 6,42% e 6,88%.

No âmbito regional os preços dos materiais subiram mais no Norte, por conta de um acordo coletivo fechado no Pará. A região apresentou a maior variação de outubro (2,57%), e o estado teve a maior variação mensal (4,61%). A menor variação ficou no Sul (0,45%).

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