Dados: TikTok vai sair de Hong Kong diante de novas regras impostas pelo governo

Facebook, Microsoft, Google e Twitter também suspenderam o processamento de solicitações de dados de usuários

Jovem manipula smartphone com logotipo da TikTok
Jovem manipula smartphone com logotipo da TikTok Foto: Dado Ruvic/Reuters

Reuters

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Nesta terça-feira (7), o TikTok anunciou que sairá de Hong Kong dentro de alguns dias, conforme gigantes globais da tecnologia tentam descobrir como operar na cidade sob as nova regras de segurança impostas por Pequim.

As principais empresas de internet dos Estados Unidos, como Facebook, Microsoft, Google e Twitter, anunciaram que suspenderam o processamento de solicitações de dados de usuários feitos pelas autoridades de Hong Kong enquanto estudam a nova legislação.

As plataformas de mídia social das empresas norte-americanas geralmente são proibidas na China, onde o acesso é bloqueado por um firewall.

A maioria operava livremente em Hong Kong, mas agora terá que determinar como cumprir as novas regras da cidade, que, segundo grupos de direitos humanos, ameaçam liberdades que existiam há décadas.

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O anúncio desta terça-feira do TikTok sobre seu plano de sair de Hong Kong é notório porque o aplicativo pertence a uma empresa chinesa, mas opera apenas fora da China continental. A controladora do TikTok, a ByteDance, administra um serviço semelhante e separado na China, enquanto afirma que o TikTok se destina a atrair usuários de todo o mundo.

A saída da empresa de Hong Kong significa que os usuários da cidade, como os da China continental, serão agora excluídos da versão global.

O secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, disse na segunda-feira que Washington está considerando proibir o TikTok nos Estados Unidos.

Questionado sobre se os norte-americanos deveriam fazer o download do aplicativo, ele disse à Fox News: “Somente se você quiser suas informações privadas nas mãos do Partido Comunista Chinês.”

Por meio de uma nota, o TikTok afirmou que é liderado por um CEO americano, com centenas de funcionários e líderes-chave em segurança, produtos e políticas públicas nos EUA.

“Não temos outra prioridade senão promover uma experiência de aplicativo segura e confiável para nossos usuários. Nunca fornecemos dados dos usuários ao governo chinês e nem o faríamos se solicitado”, finalizou. 

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