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    De centavos a milhares: veja o que fazer com o “dinheiro esquecido” em bancos

    Especialistas dizem que dimensão do saldo é determinante para usar o dinheiro da melhor forma, mas quitação de dívidas, ou parte delas, é sempre uma boa opção

    Josh Appel/ Unsplash

    Fabrício Juliãodo CNN Brasil Business

    em São Paulo

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    Centavos, centenas ou milhares… Independentemente da quantia, o “dinheiro extra” disponível no Sistema Valores a Receber pode ser uma forma de aliviar as finanças. Segundo especialistas ouvidos pelo CNN Brasil Business, a quantidade vai determinar como e o que priorizar, e que a quitação de dívidas é sempre o primeiro passo.

    O Banco Central liberou nesta segunda-feira (7) a consulta ao saldo de “contas esquecidas” em bancos e instituições financeiras. A autoridade monetária não informou o valor a ser transferido por CPF e por CNPJ, o que inviabiliza uma média precisa acerca dos valores que cada pessoa e empresa tem a receber.

    O que se sabe é que, nesta primeira fase, serão liberados cerca de R$ 4 bilhões para 28 milhões de usuários (26 milhões de pessoas físicas e 2 milhões de pessoas jurídicas).

    Para Patrícia Palomo, gestora de recursos e conselheira da Planejar, como os valores não eram esperados, o usuário não deve sentir falta deles e pode usá-los para quitar dívidas ou compor uma reserva de emergência.

    “Dentro de um planejamento financeiro, um recurso extra inesperado como no caso dos valores a receber anunciados pelo BC, a primeira destinação deve ser abater dívidas se elas existirem”, afirmou.

    Para quem não tem dívida, Palomo recomenda destinar o dinheiro para uma reserva de emergência. “Se não temos dívidas e já temos reservas, o recurso recebido pode ser investido ou gasto”, acrescentou.

    A especialista em educação financeira Isabela Fontanella afirma que, caso os valores a receber sejam muito baixos, é recomendado tentar quitar parte dos débitos e tentar renegociar pagamentos pendentes.

    “Sempre julgo que abater dívidas vale a pena, para aliviar não só o bolso mas o estresse psicológico também. Mas caso o valor seja muito baixo para fazer um abatimento, talvez ele possa ser usado para ajudar a pagar uma parcela, por exemplo”, disse.

    Renegociando ou investindo

    Segundo a especialista, a pessoa não deve ter receio de propor renegociações, pois os bancos estão dispostos a negociar dívidas mesmo com valores de parcelas mais baixos.

    “Cada dívida permite um tipo de abatimento diferente. Para quem tiver valores de pelo menos 20% da dívida a receber, é recomendado abrir uma renegociação para ver se com o novo dinheiro é possível acabar com a pendência”, aconselhou.

    Já em casos nos quais o cidadão não tem dívidas e deseja investir, Isabela recomenda apostar em renda fixa e pós-fixada.

    “Para pessoas com valores baixos a receber e que querem começar a investir, é indicado o Tesouro Direto, que tem aplicações a partir de R$ 30, além de vários fundos que têm aplicação mínima de R$ 100”, disse.

    Patrícia Palomo acrescentou que, como o recurso não estava dentro do planejado, ser destinado para objetivos de mais longo prazo, em ativos que podem oferecer maior potencial de retorno, é uma boa opção.

    No entanto, não é esse o movimento que ela espera. “Temos uma tendência natural e humana de sermos mais displicentes com recursos pelos quais não nos ‘esforçamos’ para ganhar. Essa tendência acaba levando a um comportamento bem comum que é as pessoas gastarem esse recurso que recebem de maneira inesperada”, avaliou.

    “Como o valor cotado em média é baixo, é bem provável que esse seja o comportamento mais observado para as pessoas que receberem quantias menos representativas”, completou.

    Já em relação aos valores que serão transferidos por CNPJ, que tendem a ser uma quantia maior, os analistas ouvidos pelo CNN Brasil Business disseram que também é necessário manter os pés no chão.

    “Com relação a empresas, a recomendação é a mesma. Se elas tiverem valores significativos, é fundamental usar o dinheiro para amortizar as dívidas”, afirmou o planejador financeiro Rafael Monteiro Ue.

    “Mas caso a empresa não tenha dívidas, é sempre bom fazer uma reserva, pois geralmente há o pagamento de férias de funcionários e outros custos. Além disso, começar uma reserva para o pagamento do 13º salário também seria um destino válido para os recursos”, concluiu.

     

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