Defasagem da tabela do IR chega a 134%, diz Sindifisco

Falta de correção da tabela do IR pela inflação faz com que o contribuinte pague mais imposto de renda do que pagava no ano anterior

As faixas da tabela estão sem reajuste nenhum desde 2016
As faixas da tabela estão sem reajuste nenhum desde 2016 Foto: Pixabay

Raquel Landimda CNN

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Com a inflação atingindo 10% no ano passado, conforme divulgado nesta terça-feira (11) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a defasagem média da tabela do Imposto de Renda chegou 134% de 1996 a 2021. O cálculo é do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco).

A não correção da tabela do IR pela inflação faz com que o contribuinte pague mais imposto de renda do que pagava no ano anterior. Por restrições fiscais, as faixas da tabela estão sem reajuste nenhum desde 2016.

Antes disso, foram feitos alguns ajustes, mas quase sempre abaixo da alta dos preços. Nos últimos 25 anos, a inflação acumulada chegou a 391,62%, enquanto as correções da tabela chegaram a 109,63%.

No ano passado, o governo federal apresentou uma proposta para corrigir a faixa de isenção do IR em 31%, passando de R$ 1.903,98 para R$ 2.500. As demais faixas teriam um reajuste de 13%.

A proposta fazia parte de uma reforma tributária mais ampla que inclui a tributação de dividendos para compensar a perda de arrecadação, que é expressiva. A reforma foi aprovada na Câmara, mas travou no Senado.

De acordo com estimativas do Sindifisco Nacional, o reajuste integral da tabela do IR traria aproximadamente 12 milhões de declarantes para a faixa de isenção de imposto de renda. Isso significa mais que dobrar o atual número de pessoas que não pagam IR, que é de 11,14 milhões

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