Em debate sobre lavagem de dinheiro, BC e CVM defendem tecnologia e inovação

O BC pegou a mesma linha de raciocínio do superintendente da CVM e acrescentou que esse é o mesmo pensamento da autoridade monetária

Foto: Getty Images/Priscila Zambotto

Por Francisco Carlos de Assis e Thaís Barcellos, do Estadão Conteúdo

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 O Banco Central e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), representados no primeiro dia da 11ª edição do Congresso sobre Lavagem de Dinheiro organizado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), aconselharam nesta terça-feira (17) as instituições financeiras a tomarem todos os cuidados para não se tornarem vítimas das ações criminosas de lavagem de dinheiro e financiamento, mas ao mesmo tempo as estimularam a não temer a tecnologia e a inovação.

“É importante manter a cabeça erguida e afastar a paúra. Vamos lidar com as novas tecnologias como uma coisa natural. Claro que, como reguladores, temos que ter a humildade de não achar que temos todas as respostas. Vamos fazendo as salvaguardas necessárias e trabalhando com o que recomenda a PLDFT – Prevenção de Lavagem de Dinheiro e Financiamento ao Terrorismo”, disse o superintendente-geral e ex-procurador-chefe da CVM, Alexandre Pinheiro dos Santos.

A chefe de unidade no Departamento de Supervisão de Controles (Decon) do Banco Central (BC), Andreia Vargas, pegou a mesma linha de raciocínio do superintendente da CVM e acrescentou que esse é o mesmo pensamento da autoridade monetária.

“Esse é o nosso pensamento. O BC está aberto à inovação”, disse Andreia aproveitando a audiência de mais de quatro mil inscritos no evento para fazer propaganda da operação em curso do Sandbox Regulatório, um ambiente em que entidades são autorizadas pelo BC para testar, por período determinado, projeto inovador na área financeira ou de pagamento, observando um conjunto específico de disposições regulamentares que amparam a realização controlada e delimitada de suas atividades. “Estamos com nosso Sandbox em operação. Mas no caso da PLDFT, estamos trabalhando com cuidado e com o objetivo de fazer com que as instituições financeiras possa identificar e entender seus riscos”, comentou.

De acordo com ela, o BC não pode fechar os olhos para a PLDFT porque muitas vezes é uma instituição pequena, que nem está no radar, é que pode estar sendo instrumento e veículo para grandes volumes de lavagens de dinheiro.

“Nem sempre é uma grande instituição, mas uma pequena, que nem está no radar, que pode ser um instrumento para grandes volumes de lavagens de dinheiro”, concluiu a chefe de unidade do BC

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