Bolsas dos EUA encerram em campo misto com dados econômicos e ata do Fed

Membros do Fed decidiram reduzir os US$ 120 bilhões em compras de títulos do Tesouro e de títulos lastreados em hipotecas

Placa de Wall Street retratada em frente à Bolsa de Nova York
Placa de Wall Street retratada em frente à Bolsa de Nova York , EUA28/10/2013REUTERS/Carlo Allegri

Artur Nicocelido CNN Brasil Business*

São Paulo

Ouvir notícia

As bolsas norte-americanas terminam o pregão desta quarta-feira (24) em direções distintas, enquanto o mercado digeria os dados econômicos dos Estados Unidos e a divulgação da ata do Fed (Federal Reserve, Banco Central dos Estados Unidos).

O Dow Jones recuou 0,03%, aos 35.804 pontos, enquanto o S&P 500 subiu 0,23% aos 4.701 pontos, e o Nasdaq operou em alta de 0,44%, aos 15.845 pontos.

Os membros do Fed decidiram por unanimidade começar a reduzir os US$ 120 bilhões em compras de títulos do Tesouro e de títulos lastreados em hipotecas, um programa introduzido no início de 2020 para ajudar a sustentar a economia durante a pandemia de Covid-19.

No ritmo original, as compras de ativos seriam reduzidas completamente até o próximo mês de junho. Porém, há apelos crescentes por parte de alguns formuladores de política monetária para acelerar esse cronograma, por causa das elevadas leituras de inflação e de geração mais forte de empregos desde a reunião. Eles defendem que isso daria ao Fed maior flexibilidade para aumentar sua taxa de juros de referência ante o nível atual, próximo a zero, no início ano que vem, se necessário.

Todos os sinais apontam que a aceleração da redução das compras de títulos agora é algo a ser debatido na próxima reunião do Fed, em 14 e 15 de dezembro.

“Vários participantes observaram que o Comitê deve estar preparado para ajustar o ritmo de compras de ativos e aumentar o intervalo da meta para a taxa de juros mais cedo do que os participantes atualmente antecipam se a inflação continuar a rodar acima dos níveis consistentes com os objetivos do Comitê”, disse o Fed na ata da reunião de política monetária ocorrida em 2 e 3 de novembro.

Dados econômicos

Outro ponto no radar dos investidores nesta quarta-feira foi o crescimento de encomendas de bens de capital nos EUA. Os pedidos não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, aumentaram 0,6% em outubro, disse o Departamento de Comércio nesta quarta-feira.

Economistas consultados pela Reuters previam que os pedidos de bens de capital subiriam 0,5%. Parte do aumento no mês passado provavelmente refletiu preços mais altos em meio à escassez global de bens.

Os pedidos de bens duráveis, itens que vão de torradeiras a aeronaves que devem durar três anos ou mais, caíram 0,5% no mês passado, após perda de 0,4%, em setembro.

Eles foram deprimidos pela queda de 2,6% nos pedidos de equipamentos de transporte, depois da perda de 2,8%, há dois meses. As encomendas de veículos tiveram recuperação de 4,8%, após queda de 2,2%, em setembro.

Os investidores também seguiram atentos à queda no número de norte-americanos que entraram com novos pedidos de auxílio-desemprego.

As solicitações iniciais de auxílio-desemprego recuaram em 71 mil, para 199 mil em dado ajustado sazonalmente, na semana encerrada em 20 de novembro, informou o Departamento do Trabalho hoje. Esse foi o menor patamar desde 1969.

Sem operação

A divulgação de alguns dados foi antecipada por conta do Feriado de Ação de Graças. E devido à data comemorativa, as bolsas norte-americanas não irão operar amanhã (25) e sexta-feira (26).

*Com Reuters

Mais Recentes da CNN