Experiência do auxílio emergencial pode ajudar Auxílio Brasil, diz Banco Mundial

À CNN Rádio, Thiago Falcão, especialista em Proteção Social do Banco Mundial, disse que programa brasileiro foi destaque internacional no combate à Covid-19

Segundo especialista, “auxílio emergencial tem uma série de lições que traz agora para o programa permanente, o Auxílio Brasil.”
Segundo especialista, “auxílio emergencial tem uma série de lições que traz agora para o programa permanente, o Auxílio Brasil.” ESTADÃO CONTEÚDO

Amanda Garcia, com produção de Bel Camposda CNN

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Um relatório do Banco Mundial avaliou a experiência brasileira com o programa de transferência de renda como resposta à Covid-19. Segundo o estudo, o Brasil foi referência internacional em diversos aspectos.

Em entrevista à CNN Rádio, o especialista em Proteção Social do Banco Mundial, Thiago Falcão, afirmou que a visão do órgão é de que o “auxílio emergencial tem uma série de lições direcionadas agora para o Auxílio Brasil.”

“A nossa avaliação é de que realmente os valores e impactos do programa são positivos não só de transferência de renda, mas também na criação de capital humano, e aí a importância do que foi o programa de transferência para a associação dos recursos com educação e saúde”, completou.

Thiago explicou que o Brasil já tinha o Bolsa Família como uma referência internacional, desde que foi criado, há 18 anos. “No momento em que acontece a pandemia é interessante como a estrutura foi necessária para a resposta efetiva contra a Covid-19.”

Ele destacou também que foram tomadas 734 medidas de transferência de renda no mundo, com 186 países que utilizaram esse instrumento como resposta à crise.

“O Brasil teve destaque internacional dada a rapidez da resposta, amplitude do programa, extensão, valor expressivo, com amplitude chegando a quase 60% dos domicílios brasileiros”, disse.

Outro fator que servirá de lição, segundo Falcão, é a tecnologia. “Esse é um dos fatores mais interessantes desse processo, o aplicativo criado para registro das famílias, com cadastramento e definição de quem seria beneficiário, informações batidas com outros dados, foi um processo gigantesco.”

“O pagamento, feito com contas digitais, abertas sem necessidade de aglomerações, também foi um avanço”, disse.

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