Fed considera aumento de 0,50 p.p. na taxa de juros dos EUA em maio

Principal objetivo da medida é reduzir a inflação nos Estados Unidos, informa Jerome Powell

Sede do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos EUA, em Washington
Sede do Federal Reserve (Fed), Banco Central dos EUA, em Washington 26/05/2017REUTERS/Kevin Lamarque

Por Howard Schneider e Ann Saphir, da Reuters

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Um aumento de 0,50 ponto percentual na taxa de juros estará “na mesa” quando o Federal Reserve (Fed) se reunir em 3 e 4 de maio, disse o presidente do Banco Central dos Estados Unidos, Jerome Powell, em comentários que apontavam para um conjunto agressivo de ações do Fed.

Com a inflação atingindo cerca de três vezes a meta de 2% do Fed, “é apropriado avançar um pouco mais rapidamente”, disse Powell em uma discussão sobre a economia global nas reuniões do Fundo Monetário Internacional (FMI). “Cinquenta pontos básicos estarão na mesa para a reunião de maio.”

O presidente do Fed também disse sentir que os investidores que atualmente antecipam uma série de aumentos de meio ponto estão “reagindo adequadamente, em geral” à luta emergente do Fed contra o aumento dos preços.

Os traders de contratos vinculados à taxa de fundos federais overnight esperam que o Fed a aumente para um intervalo entre 2,75% e 3% até o fim do ano, um ritmo que envolveria aumentos de 0,50 ponto percentual nas três próximas reuniões e de 0,25 ponto nas três outras sessões do ano.

“Realmente estamos comprometidos em usar nossas ferramentas para combater a inflação”, disse Powell, reconhecendo que a esperança do Fed de que a inflação diminua durante a reabertura da pandemia foi equivocada até agora –a ponto de o Fed não contar mais com a ajuda da melhora das cadeias de suprimentos globais, por exemplo.

“Tínhamos uma expectativa de que a inflação atingiria o pico por volta dessa época e cairia ao longo do resto do ano e depois mais”, disse Powell. “Essas expectativas foram decepcionadas no passado. Queremos ver o progresso real. Não vamos contar com a ajuda da cura do lado da oferta. Vamos aumentar as taxas e chegar rapidamente a níveis mais neutros.”

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