Financiamento de veículos cai 13,2% em outubro na comparação anual

Dentre as modalidades de financiamento, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foi a opção mais escolhida entre os brasileiros

Neste ano foram 480 mil unidades de auto financiadas
Neste ano foram 480 mil unidades de auto financiadas REUTERS

Artur Nicocelido CNN Brasil Business

São Paulo

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O financiamento de veículos em outubro caiu 13,2% se comparado com o mesmo período de 2020, apontou o levantamento da B3. Neste ano, foram 480 mil unidades, sendo 342 mil usados e 138 mil novos, enquanto no ano passado eram 544 mil (380 usados e 173 novos).

Se comparado com setembro, a quantidade de carros financiados também caiu 3,8%, de 499 mil unidades, dos quais 350 mil já foram dirigidos por alguém e 149 mil saíram direto da fábrica.

A compra à crédito de autos leves tiveram uma queda 18,3% no comparativo ano a ano. Já o seguimento de veículos pesados cresceu 8,1%, com destaque para veículos pesados novos, que tiveram alta de 20,4%, ambos entre outubro de 2020 e outubro de 2021.

“A queda pode ser explicada pelo cenário macroeconômico, mas também pela escassez de componentes e matérias-primas, como os semicondutores, no mundo inteiro”, comenta Tatiana Masumoto, superintendente de planejamento da B3.

No acumulado do ano até outubro, as vendas de veículos financiados somaram 4,9 milhões de unidades, entre novos e usados, o que representa crescimento de 12,8%, ou 559 mil unidades a mais, em relação ao ano anterior.

Sendo que a região Sudeste entre janeiro e outubro deste ano representou 45,1% dos financiamentos. Logo atrás estavam o Sul, Nordeste e Centro-Oeste, com 21,3%, 16,8% e 10,4%, respectivamente.

Em último lugar ficou a região Norte com 6,3%.

Dentre as modalidades de financiamento, o CDC (Crédito Direto ao Consumidor) foi a opção mais escolhida entre os brasileiros, com 86,2%, 12,5% optaram pelo consórcio, 0,2% pelo leasing (locação financeira), e 0,7% por outras formas de pagamento.

A venda de motos por financiamento em outubro aumentou 8,5% se comparado com 2020, sendo 26,4% motos usadas e 3,2% motos novas.

 

 

 

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