Fintechs focadas em pequenas empresas sofrerão mais com a crise, diz Moody’s

Manter volumes e administrar riscos de clientes estão entre os principais riscos, de acordo com a agência

Placa da Agência Moody's em Nova York, Estados Unidos. 06/02/2013
Placa da Agência Moody's em Nova York, Estados Unidos. 06/02/2013 Foto: REUTERS/Brendan McDermid.

Reuters

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Fintechs focadas em pequenas e médias empresas no Brasil serão as mais suscetíveis aos efeitos da crise provocada pela Covid-19, devido aos desafios para manter volumes e administrar riscos de clientes, afirmou a Moody’s nesta quarta-feira.

Além disso, as chamadas adquirentes terão queda das receitas devido às menores taxas de desconto cobradas dos lojistas nos pagamentos com cartão de crédito e débito, redução das vendas e taxas de aluguel de equipamentos, além das tarifas na antecipação de pagamento, previu a Moody’s.

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Além disso, os emissores de cartão também, principalmente os grandes bancos de varejo, estão sendo pressionados pelo aumento do desemprego, resultando em um aumento dos índices de inadimplência, que em abril já tinham subido para 7,5%, de 5,7% em fevereiro, avaliou a agência.

“No melhor cenário-base, estimamos que os volumes das operações com cartões aumentarão em apenas 3% neste ano, ante 18% em 2019,”, afirmam Farooq Khan e Erick Rodrigues, ambos vice-presidentes na Moody’s.

Isso ocorre no momento em que a rentabilidade dos bancos já está sendo impactada pela crescente concorrência e pelas taxas de juros historicamente baixas.

Por outro lado, a Moody’s avaliou que companhias com maior presença digital se beneficiarão do aumento dos pagamentos sem o uso do cartão, que representaram 29% do total dos pagamentos com cartão de crédito no primeiro trimestre.

(Por Aluísio Alves)

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