Governo deve aprovar medidas para desburocratizar crédito após ‘PEC da Guerra’

A chamada "PEC do orçamento de guerra” prevê, entre outras medidas, a separação dos gastos realizados para o combate à COVID-19 do Orçamento da União

Prédio do Ministério da Economia em Brasília (DF) 
03/01/2019
REUTERS/Adriano Machado
Prédio do Ministério da Economia em Brasília (DF) 03/01/2019 REUTERS/Adriano Machado Foto: Adriano Machado/Reuters

Do CNN Brasil Business*, em São Paulo

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O governo conseguirá tocar um “conjunto bacana” de medidas para desburocratização do crédito assim que o Congresso aprovar a chamada PEC da Guerra, avaliou o secretário de Política Econômica do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, nesta segunda (4).  

A chamada “PEC do orçamento de guerra” prevê, entre outras medidas, a separação dos gastos realizados para o combate à COVID-19 do Orçamento Geral da União (OGU), com processos mais rápidos para compras, obras e contratações de pessoal temporário e serviços.

Em live organizada pela Eleven Financial Research, Sachsida reconheceu que o governo não tem conseguido, como gostaria, fazer o crédito chegar aos brasileiros e, portanto, seria importante avançar com as medidas de desburocratização.

Ele lamentou, por exemplo, a exigência que os bancos públicos fazem para que as empresas estejam em dia com o cadastro do Rais (Relatório Anual de Informações Sociais), para poder conceder crédito. O secretário disse que a análise de risco dos bancos será mantida, mas com desburocratizações que podem facilitar a chegada do dinheiro.

“Quem deve dinheiro para a Previdência não pode pegar dinheiro emprestado no banco público. Estamos tirando isso na PEC, porque é um requisito constitucional e tivemos que esperar uma PEC para poder colocar”, afirmou o secretário.

Sachsida aproveitou ainda para agradecer ao Congresso pela lei aprovada que permite o repasse de recursos da Caixa Econômica para micro e pequenas empresas. “Eu acredito que até o fim dessa semana ou da semana que vem, o dinheiro vai estar chegando a essas empresas”, disse.

*Com informações do Estadão Conteúdo 

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