Governo discute aporte de R$ 12,7 bi do Tesouro Nacional em Plano Safra

A Agricultura negocia um valor de pelo menos R$ 13 bilhões para a subvenção aos financiamentos agropecuários, mas a Economia tem resistido

Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

Basília RodriguesGustavo Uribeda CNN

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O governo federal discute aportar um montante de R$ 12,7 bilhões do Tesouro Nacional no Plano Safra 2021/2022, principal instrumento de financiamento de pequenos e médios agricultores do país. O valor deve ser fechado nesta semana entre a Agricultura e a Economia, mas já foi decidido, segundo técnicos das duas pastas, que o montante será superior ao do ano passado, de R$ 11,5 bilhões.

A ministra Tereza Cristina e o ministro Paulo Guedes têm feito reuniões semanais. No estica e puxa dos números, o desejo da Agricultura era chegar a um aporte do Tesouro Nacional de R$ 15 bilhões, ou pelo menos R$ 13 bilhões, para a subvenção aos financiamentos agropecuários. Mas a Economia tem resistido e considerado um valor menor, de R$ 12,7 bilhões.

O aumento em relação ao ano passado ocorre em um momento de ciclo de alta das commodities e a uma expectativa do governo brasileiro de que neste ano ocorra um aumento da produção agrícola em torno de 5% em relação à safra passada.

A ideia inicial era de que o anúncio fosse feito no início deste ano, mas houve atraso em decorrência dos cortes orçamentários deste ano, o que levou o governo federal a remanejar recursos.

O novo Plano Safra será anunciado na próxima semana, possivelmente no dia 22, em evento no Palácio do Planalto. Somando o aporte do Tesouro, o último plano, de 2020/21, foi de R$ 236,3 bilhões — alta de 6,1% em relação ao montante da temporada passada.

Do total, R$ 179,38 bilhões foram destinados ao custeio e comercialização (5,9% acima do valor da safra passada) e R$ 56,92 bilhões serão para investimentos em infraestrutura (aumento de 6,6%).

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