Há luz no fim do túnel para redução da inflação sobre alimentos, diz ex-ministro

À CNN Rádio, Roberto Rodrigues citou a segunda safra de milho e o equilíbrio cambial como fatores que poderão contribuir para a queda nos preços

Lavouras de soja (à esquerda) e milho no Brasil
Lavouras de soja (à esquerda) e milho no Brasil 27/02/2008REUTERS/Inaê Riveras

Amanda GarciaBel Camposda CNN

em São Paulo

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A longa estiagem na região Sul no Brasil, em especial no Paraná e Rio Grande do Sul, causou uma quebra na safra de grãos, em especial da soja e do milho.

Estimativas da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil apontam, até o momento, uma quebra de 25 milhões de toneladas.

Em entrevista à CNN Rádio, o ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro de Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Roberto Rodrigues, lamentou a perda daquela que seria “uma safra recorde de grãos”.

Mesmo assim, ele vê uma “boa luz no fim do túnel”: “A segunda safra de milho, se o tempo permitir e tudo correr bem, será boa. E isso pode melhorar o preço da carne.”

“Outro ponto é o câmbio, se o dólar está muito valorizado em relação ao real, as exportações são interessantes para todo mundo, para o país, há um aumento do preço, se o câmbio cai, como está acontecendo, há uma redução de preço também e, com isso, inflação menor”, completou.

A produção do milho, de acordo com o professor, “depende do tempo, já que o La Niña destruiu as safras e, se o fenômeno meteorológico for embora logo, poderemos ter as perdas compensadas em partes.”

Roberto Rodrigues lembra que o milho e a soja são usados para alimentação animal, como suínos, frangos, até gado de corte e leite. “Dessa forma, uma boa safra reduziria o custo final da carne”, disse.

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