Home office fica mais caro com nova bandeira tarifária, diz pesquisa da FGV

Despesas podem comprometer até 35% do orçamento familiar

Bruna Macedo

Em São Paulo

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Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que os gastos com home office podem representar aumento de 25% na conta de luz. Na semana passada, a Aneel anunciou a criação da bandeira “escassez hídrica”, que tem um valor extra de R$ 14,20 pelo consumo a cada 100 quilowatts-hora.

De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), nos primeiros seis meses deste ano, a alta foi de 7,6% no país, na comparação com o mesmo período do ano passado. Os números fizeram o Brasil atingir a marca de 12 meses consecutivos de crescimento no consumo.

”O consumidor tem que ficar muito atento na conta de luz, no padrão de consumo dele e nos principais equipamentos que são eletrointensivos, por exemplo, ar condicionado, chuveiro elétrico e ferro de passar e máquina”, diz Diogo Lisbona, pesquisador sênior do Centro de Estudos em Regulação e Infraestrutura da Fundação Getulio Vargas (FGV Ceri). Segundo ele, é preciso ver quais equipamentos na casa podem reduzir o consumo para a conta não pesar tanto no bolso.

Os aumentos no consumo e na conta vão depender do número de pessoas em casa e da rotina de trabalho de cada um, mas ainda de acordo com a pesquisa da FGV, as despesas podem comprometer até 35% do orçamento familiar.

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