Índice MSCI para moedas emergentes bate máxima recorde com salto do iuan chinês

O índice subiu até 0,7% -- maior ganho diário em dois meses -- e acumula alta de quase 12% desde sua mínima em vários anos tocada em março

Notas de iuan
Notas de iuan Foto: REUTERS/Nicky Loh

Reuters

Ouvir notícia

O índice MSCI para moedas de mercados emergentes bateu uma máxima recorde de 1.731,69 pontos nesta segunda-feira, impulsionado pela valorização do iuan chinês.

O índice subiu até 0,7% — maior ganho diário em dois meses — e acumula alta de quase 12% desde sua mínima em vários anos tocada em março.

O iuan chinês, que representa cerca de um terço do índice, chegou a se valorizar cerca de 1% nesta segunda-feira.

Leia também:
Brasil tem a sexta moeda que mais perdeu valor frente ao dólar em 2020
Perspectivas 2021: O dólar pode voltar para a casa dos R$ 4? Depende do governo

Na última terça-feira (29), o Banco Central da China anunciou que tornará a política monetária prudente flexível, direcionada e apropriada, mantendo ainda a taxa de alavancagem basicamente estável, em relatório trimestral.

O Banco do Povo da China disse ainda que a taxa de câmbio do iuan seria mantida basicamente estável, em nota publicada em seu site, e que iria orientar as instituições financeiras a elevarem os empréstimos de médio a longo prazo ao setor industrial.

Mais cedo em dezembro, na sexta-feira (15), a instituição também fez sua maior injeção de fundos de médio prazo para sustentar a liquidez, depois que recentes inadimplências de títulos corporativos abalaram a confiança dos investidores e acabaram com novas emissões.

Na época, o Banco disse que emitiu 950 bilhões de iuanes (145 bilhões de dólares) em instrumentos de empréstimo de médio prazo de um ano (MLF, na sigla em inglês) a instituições financeiras para manter a “liquidez do sistema bancário razoavelmente ampla”.

A injeção veio na esteira da inadimplência de empresas estatais de alto nível no mês passado, que gerou vendas pesadas no mercado de títulos corporativos.

Tópicos

Mais Recentes da CNN