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    “Inflação do aluguel”: IGP-M desacelera a 1,74% em março; em 12 meses, alta é de 14,77%

    Combustíveis, cujos preços foram reajustados em 11 de março, começaram a influenciar resultados da inflação ao produtor e ao consumidor, que compõe o IGP-M, calculado pela FGV

    Imóveis em São Paulo: o IGP-M é conhecido como inflação do aluguel por ser usado para reajustar grande parte de contratos do setor
    Imóveis em São Paulo: o IGP-M é conhecido como inflação do aluguel por ser usado para reajustar grande parte de contratos do setor Foto: Unsplash/Lucas Marcomini

    Ligia Tuondo CNN Brasil Business

    São Paulo

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    Conhecido como “inflação do aluguel” — por ser usado para reajustar grande parte de contratos do setor — o IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) subiu 1,74% em março, ante 1,83% no mês anterior, informou a FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta quarta-feira (30).

    A expectativa do mercado ficava em torno de uma alta de 1,4%.

    No ano, o índice acumula alta de 5,49% e, em 12 meses, de 14,77%. O índice mostra desaceleração tanto no resultado mensal quanto em relação há o registrado há um ano. Em março de 2021, o índice havia subido 2,94% e acumulava alta de 31,10% em 12 meses.

    Apesar da desaceleração, o preço dos combustíveis, reajustados em 11 de março pela Petrobras, já começam a influenciar os resultados da inflação ao produtor e ao consumidor, destaca o coordenador dos índices de preços, André Braz.

    “O preço do Diesel avançou para 8,89% ao produtor e, o da gasolina, subiu 1,36% ao consumidor. Os preços do trigo (de 1,69% para 4,90%), da farinha de trigo (de 2,68% para 6,25%) e dos pães e bolos industrializados (de 1,11% para 1,20%) também começaram a registrar aceleração no índice ao produtor”, diz em nota.

    Vale ressaltar que o IGP-M é composto por três subíndices: o IPC-M (Índice de Preços ao Consumidor – Mercado), o IPA-M (Índice de Preços ao Produtor Amplo – Mercado) e o INCC-M (Índice Nacional do Custo da Construção – Mercado). Os três tiveram alta, mas só o IPA desacelerou de um mês para outro.

    IPA

    O IPA subiu 2,07% em março, ante 2,36% em fevereiro.

    Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 2,75% em março. No mês anterior, a taxa do grupo havia sido de 1,21%. O subgrupo alimentos processados foi principal contribuição para o resultado, com variação de 2,49% em março, ante uma queda de 0,08% em fevereiro.

    O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,56% em março, ante 0,69% no mês anterior, diz a FGV. Já a taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,50% em fevereiro para 2,06% em março, por conta, sobretudo, do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cujo percentual passou de 5,40% para 8,02%.

    IPC

    O IPC variou 0,86% em março, ante 0,33% em fevereiro. Nesse subíndice, sete das oito classes de despesa registraram alta. A principal contribuição veio do grupo Transportes (0,26% para 1,15%), levado pela gasolina, cuja taxa passou de -0,89% em fevereiro para 1,36% em março.

    Também apresentaram acréscimo em suas taxas de variação os grupos Alimentação (1,08% para 1,73%), Habitação (0,13% para 0,75%), Educação, Leitura e Recreação (-0,10% para 0,44%), Vestuário (0,20% para 0,91%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,05% para 0,17%) e Despesas Diversas (0,16% para 0,26%).

    INCC

    O INCC variou 0,73% em março, ante 0,48% em fevereiro. Os três grupos componentes do subíndice registraram as seguintes variações na passagem de fevereiro para março: Materiais e Equipamentos (0,56% para 0,29%), Serviços (1,69% para 0,79%) e Mão de Obra (0,19% para 1,12%).

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