Inflação na zona do euro não é tão transitória quanto se achava, diz vice do BCE

Gargalos no lado da oferta mais persistentes e custos de energia elevados estão entre motivos para continuidade na alta de preços

Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt
Sede do Banco Central Europeu, em Frankfurt 05/01/2022REUTERS/Kai Pfaffenbach

da Reuters

Ouvir notícia

O salto da inflação na zona do euro não é tão transitório quanto se acreditava, mas o aumento dos preços ainda deve ficar abaixo da meta de 2% do Banco Central Europeu em 2023 e 2024, disse o vice-presidente do BCE, Luis de Guindos, nesta quinta-feira (13).

“A inflação não será tão transitória quanto previsto há apenas alguns meses”, disse de Guindos em evento do UBS.

“E os motivos são bastante simples. Primeiro, os gargalos no lado da oferta estarão lá e são mais persistentes do que nós e muitos esperávamos no passado”, disse de Guindos.

“E os custos de energia permanecerão bastante elevados.”

Preços de commodities e Ômicron afetam perspectivas

Os preços altos das commodities, o surgimento da variante Ômicron do coronavírus e um aperto mais rápido da política monetária podem pesar sobre o crescimento global este ano, disse o BCE nesta quinta em boletim econômico regular.

“Gargalos de oferta persistentes, alta dos preços das commodities e o surgimento da variante Ômicron do coronavírus continuam a pesar sobre a perspectiva de crescimento de curto prazo”, disse o BCE.

“Um aperto mais cedo e mais rápido da política monetária em grandes economias avançadas pode ter repercussões nas condições financeiras de economias de mercados emergentes e representaria um risco negativo ao crescimento”, completou.

Segundo o boletim, a Ômicron deve induzir maior volatilidade no crescimento global, mas é cedo demais para prever seu impacto de longo prazo.

Mais Recentes da CNN