IPC-S apresenta desaceleração nas sete capitais consultadas pela FGV

Taxa já havia absorvido os reajustes anteriores dos combustíveis e da energia, responsáveis agora pela baixa

IPC-S: Indicador variou 0,57% no período e fechou os últimos 12 meses com alta de 9,34%.
IPC-S: Indicador variou 0,57% no período e fechou os últimos 12 meses com alta de 9,34%. 15/10/2010REUTERS/Bruno Domingos

Stéfano Sallesda CNN

no Rio de Janeiro

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O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) registrou desaceleração nas oito capitais analisadas na quarta quadrissemana de dezembro de 2021, a última do ano. No período, o indicador variou 0,57%, e fechou os últimos 12 meses com alta de 9,34%.

Os dados são do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (FGV Ibre). O indicador mede a variação do custo de vida para famílias com renda até 33 salários-mínimos.

Entre as localidades analisadas, a maior inflação foi registrada em Porto Alegre: 0,93%. No entanto, na quadrissemana anterior, a capital do Rio Grande do Sul tinha o indicador no patamar de 1,28%.

A inflação mais baixa foi percebida em São Paulo, que já apresentava o menor indicador na edição anterior: passou de 0,35% para 0,25%.

Em Brasília, passou de 1,6% para 0,59. Em Belo Horizonte, a variação foi de 0,84% para 0,64% e, no Recife, de 1,35% para 0,87%.

Coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da FGV, o pesquisador André Braz destaca que a desaceleração é produto da estabilidade dos preços dos combustíveis, vilões da inflação de novembro, e da energia elétrica.

Os reajustes anteriores já haviam sido absorvidos pela taxa.

“Os combustíveis chegaram a apresentar até redução de preços em dezembro. A energia também reduziu a influência na inflação. São dois itens que geram impacto nacional, por isso os resultados de queda sincronizada. Em outros contextos, já foram responsáveis também por altas sincronizadas”, afirma.

Para Braz, contudo, a tendência de desaceleração não deve ser mantida para janeiro. Nas próximas quadrissemanas, a expectativa é de alta gradual, impulsionada por uma despesa típica desta época do ano: a rematrícula, com as mensalidades escolares.

“A mensalidade escolar é muito influenciada pela inflação passada, mas geralmente sobe patamares acima dos registrados na inflação anterior. Por isso, vamos ver os valores subindo e, em breve, vamos constatar qual foi a média dos reajustes praticados pelas instituições de ensino”, conclui o economista.

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