IPC-S fecha segunda quadrissemana de outubro com alta de 1,29%

Indicador de inflação da FGV apresenta elevação acumulada de 10,29% nos últimos 12 meses

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Stéfano Sallesda CNN

no Rio de Janeiro

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Em sua nova atualização, o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV/Ibre) apresentou alta de 1,29% no período que compreende as últimas quatro semanas.

No acumulado de um ano, a alta supera os dois dígitos e está em 10,29%. Maior que o IPCA, a inflação oficial, que fechou setembro em 10,25% no acumulado de 12 meses.

O número confirma a tendência de recuo da inflação no mês de outubro, esperada pelos analistas do Ibre. Na semana anterior, o indicador foi de 1,43%. Desta vez, três das oito classes de despesas que compõem o indicador apresentaram desaceleração.

A mais intensa delas ocorreu no grupo Habitação, que passou de 2,03% na primeira quadrissemana de outubro para 1,34% na segunda. A classe foi impactada pelo item tarifa de eletricidade residencial, na qual o preço variou 3,95%. Na semana anterior, a alta fora de 6,35%.

Os demais grupos que apresentaram desaceleração foram Transporte, que passou de 1,37% para 1,1% e Comunicação, que passou de 0,45% para 0,34%. No Transporte, a gasolina, que apresentara alta na semana anterior de 2,79%, ficou desta vez em 2,14%.

Na Comunicação, o combo de telefonia, internet e televisão por assinatura, que subira 0,95% no período anterior, desta vez apresenta alta de 0,44%.

No entanto, os outros cinco grupos apresentaram alta, caso dos grupos Educação, Leitura e Recreação, que passou de 4,14% para 4,62%, Alimentação, com variação de 1,25% para 1,31%, Vestuário, subiu de 0,40% para 0,58%, Saúde e Cuidados Pessoais, alta de 0,11% para 0,14%. O grupo Despesas Diversas fechou a semana com variação de 0,27%, contra 0,19% da semana anterior.

O FGV Ibre mensurou ainda os itens com maiores variações positivas ao longo de quatro semanas. As passagens aéreas lideram o quadro, com alta de 30,57%, seguidas pelo tomate, em 19,31%.

Entre os itens com influência negativa no período, perfumes agora estão em -1,45%. Entre os alimentos, fenômeno semelhante ocorre com a cebola -5,17% e a alface -3,74%.

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