Lojas de contêiner conquistam empresários em meio à pandemia

Modelo agrada pelo custo, mobilidade e sustentabilidade

Tiago Américoda CNN

Em São Paulo

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O varejo teve que se remodelar de diversas formas diante das dificuldades econômicas impostas no início da pandemia. Nesse cenário, o modelo de negócios relacionados a contêineres se beneficiaram.

Com mais de 2 toneladas de puro aço reforçado e seis metros de comprimento, os contêineres são altamente resistentes à oxidação, além de terem uma capacidade de carga que suporta mais de 20 toneladas.

Comprados de empresas que atuam no setor portuário, as estruturas passam por reforma para virarem lojas. Entre os pontos positivos estão resistência, mobilidade, rapidez e o melhor: a sustentabilidade.

“Estamos dando um valor a mais a uma estrutura que já exerceu a sua função. Diria até que estamos dando valor bastante superior ao inicial”, avalia o diretor de arquitetura da Container Box, Danilo Corbas.

O aumento na procura dos contêineres na empresa foi de 50% no último ano da pandemia.

Com o objetivo de manter sua empresa funcionando em meio à crise, e preocupado com o meio ambiente, o empresário Antônio Carlos Viegas investiu R$ 1 milhão no novo modelo. Responsável por uma rede de 70 lojas, ele instalou estruturas móveis dentro de supermercados.

Um atrativo para o negócio de contêiner, além da sustentabilidade, é que o modelo pode sair bem mais barato que uma estrutura tradicional. Uma fabricante de chocolates já encomendou 200 contêineres e outras 87 lojas iguais já estão funcionando no país.

“De fato, essas operações tendem a ser mais econômicas, porque não se depende de uma estrutura fixa, da utilização de um terreno. Requer ali uma construção, mas, obviamente, muito menor do se reformasse ou construísse uma loja”, diz o presidente do Ibevar, Claudio Felisoni de Angelo.

Lojas feitas dentro de contêineres chamaram a atenção de empresários durante a pandemia / CNN Brasil (13.set.2021)

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