Magazine Luiza e B2W: ações podem subir para R$ 100, diz Credit Suisse

Banco vê papéis das Lojas Americanas e da Via Varejo como 'outperform', com altas de 23% e de 34,3%, respectivamente, em relação ao fechamento desta segunda

Magazine Luiza: especialistas preveem alta de 11% de hoje até alcançar preço justo das ações
Magazine Luiza: especialistas preveem alta de 11% de hoje até alcançar preço justo das ações Foto: Divulgação

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Dinheiro não é mais diferencial entre as gigantes do varejo. As quatro maiores empresas do setor — Via Varejo, Magazine Luiza, Lojas Americanas e B2W — estão altamente capitalizadas e focadas na alocação de capital na melhora de seus ecossistemas digitais. A diferença vai ser a condução dos negócios daqui para frente, escrevem Victor Saragiotto e Pedro Pinto, analistas do Credit Suisse, em relatório.

Nesse sentido, as chances de as ações da Magalu (MGLU3) subirem são grandes. A companhia, que aprovou recentemente uma operação de desdobramento de um papel em quatro, deve vê-los sendo negociados por R$ 100, estimam os especialistas. Isso representa uma alta de 11% em relação ao fechamento desta segunda-feira (5).

Aliás, este também é o preço justo para as ações da B2W (BTOW3), o que representaria um avanço de 15% em relação à sessão desta segunda. Por sua vez, o valor indicado para as Lojas Americanas (LAME3) é de R$ 35, alta de 23%, e de R$ 24 para Via Varejo (VVAR3) — avanço de 34,3%. “Consequentemente, mantemos B2W e Magazine Luiza como ‘Neutro’ e Lojas Americanas e Via Varejo como ‘Outperform'”, escrevem os analistas do Credit Suisse.

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Os especialistas dizem que o Magazine Luiza parece precificar projetos futuros, além do e-commerce, no preço atual dos papéis, enquanto a Via Varejo parece atraente em quase todos os cenários, pois os preços atuais representam perda importante de participação de mercado nos próximos anos, “o que parece menos provável, em nossa opinião”, escrevem os analistas do Credit Suisse.

A expectativa é de um novo trimestre forte com desaceleração das vendas online, já que as lojas físicas estão praticamente todas reabertas.

“Vemos melhorias sequenciais em relação aos níveis do segundo trimestre, mas com margens ainda abaixo do nível do terceiro trimestre de 2019, excluindo a B2W, por sua natureza puramente online, e a Via Varejo, visto que o terceiro trimestre de 2019 foi de ajustes (primeiro trimestre sob nova equipe de gestão)”, escrevem.

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