Maia acredita que auxílio de R$ 600 por mais dois meses será aprovado

Presidente da Câmara também afirmou que cortar salário de deputados "não resolve o problema"

Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ)
Presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) Foto: CNN Brasil

Larissa Rodrigues

Da CNN, em Brasília

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), participou, na tarde desta quarta-feira (10/06), de uma entrevista online com a jornalista Leda Nagle. Durante a conversa, que durou pouco mais de 30 minutos, Maia afirmou que haver um “clima” favorável no Congresso Nacional para que que o auxílio emergencial de R$ 600, conhecido como coronavoucher, seja pago por mais dois meses. 

“Nós não estamos querendo derrotar o governo, queremos sentar na mesa e compartilhar esse debate. Vamos encontrar um caminho para atender os brasileiros mais vulneráveis”, afirmou. Inicialmente, o auxílio foi concedido para trabalhadores informais apenas por três meses e agora há a intenção de que sejam pagas mais duas parcelas no mesmo valor, já o governo federal vem pregando que o montante seja menor, de R$ 300. 

O presidente da Câmara voltou a dizer que cortar salários dos parlamentares não irá pagar o auxílio emergencial. Segundo ele, atualmente gasta-se R$ 220 milhões com a folha de pagamento do Congresso Nacional e mais dois meses de coronavoucher custará R$ 100 bilhões aos cofres públicos. “Nós estamos aqui para ajudar, se tiver que cortar temos que estar prontos, mas não resolve o problema’, disse.

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Perguntado se o sistema de governo semiparlamentar é o mais indicado para o Brasil, Maia concordou. “Um sistema que aumente a responsabilidade do parlamento é importante, um sistema híbrido é um modelo que vai atender melhor a sociedade na relação do Executivo com o Parlamento”, completou. 

Sobre o adiamento das eleições municiais previstas para outubro, Rodrigo Maia afirmou que a decisão será tomada conjuntamente e levando em consideração a opinião de médicos e especialistas. “Prefeitos estão fazendo pressão para não mudar a data. Eu tenho dito que o meu voto vai ser o que sair da reunião com o [ministro Luis Roberto] Barroso [presidente do Tribunal Superior Eleitoral]. Mas, eu se tiver posição dos médicos pelo adiamento, é o que eu vou defender”, concluiu.

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