Itaú despenca e Ibovespa fecha em queda; dólar cai a R$ 5,28

Ações do Itaú caíram quase 6% depois que o banco reportou queda de 40% no lucro do segundo trimestre

Notas de cinco dólares estampadas com o busto de Abraham Lincoln, o 16º presidente americano
Notas de cinco dólares estampadas com o busto de Abraham Lincoln, o 16º presidente americano Foto: Gary Cameron/Reuters

Do CNN Brasil Business, em São Paulo

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O Ibovespa teve forte queda nesta terça-feira (4) com a temporada de balanços no Brasil destacando a queda de 40% do lucro do Itaú. O índice recuou 1,57%, aos 101.215,87 pontos.

Já dólar fechou em queda ante o real nesta, abandonando alta de 1,20% mais cedo na esteira da perda de vigor da moeda no exterior, com investidores de olho nas negociações sobre novo pacote de estímulos nos Estados Unidos.

O dólar à vista caiu 0,57%, a R$ 5,28 na venda. Na máxima, foi a R$ 5,3781.

Ontem (segunda-feira, 3) a moeda americana teve forte valorização, puxada por dados positivos do setor manufatureiro nos Estados Unidos, que amenizaram temores sobre uma desaceleração no ritmo de retomada da maior economia do mundo.

Destaques

Durante o dia, o mercado reagiu à queda no lucro do maior banco privado do país. Na segunda à noite, o Itaú Unibanco reportou lucro de R$ 4 bilhões no período, um valor 40% inferior ao ano anterior. A queda no lucro foi gerada basicamente pela reserva que o banco fez de R$ 7,5 bilhões para cobrir eventuais calotes e inadimplência. 

Os papéis do Itaú Unibanco recuaram 5,83%. A ação do banco tem o segundo maior peso no Ibovespa

Além do Itaú, Bradesco e Santander tiveram queda de 2,07% e 2,75%, repectivamente. O Banco do Brasil caiu 3,06%. 

Também no radar do setor bancário está a pauta do Senado, que deve votar na próxima quinta-feira polêmico projeto que limita juros de cartão de crédito e do cheque especial. No centro da discussão estão o tempo de vigência do teto e os critérios para que seja estabelecido.

Nesta quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central deve anunciar corte de 0,25 ponto percentual da Selic, a uma mínima recorde de 2%. Amanhã, o mercado deve reagir à decisão.

Lá fora

No exterior, as atenções também estão voltadas para resultados corporativos. Nos EUA, as tensões contra a China prejudicavam o mercado, mas os dados positivos da indústria americana amenizavam o sentimento de investidores, que permanecem de olho em novas medidas de estímulo por parte do governo. 

Os ganhos foram tímidos: Dow Jones cresceu 0,62%, o S&P 500 0,36% e o Nasdaq 0,38%. 

Na zona do euro os índices caíram após balanços decepcionantes da Diageo e da Bayer. O FTSEEurofirst 300 caiu 0,10%, a 1.412 pontos, enquanto o índice pan-europeu STOXX 600 perdeu 0,17%, a 363 pontos.

Na China o clima positivo permaneceu, com os principais índices fechando em alta. Com fortes ganhos nos bancos locais, depois de Pequim aliviar a pressão sobre as instituições financeiras do país, o CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,09%, enquanto o índice de Xangai teve alta de 0,11%.

(Com Reuters)

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